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quarta-feira, 21 de maio de 2014

RESUMO FILOSOFIA

RESUMO FILOSOFIA

O nascimento da lógica (Chauí, p. 226 a 241).
Lógica: uma conclusão tirada por alguém, mas o que já sabemos nos faz julgar que a conclusão é indevida e deveria ser outra. Coerência , raciocínio.
Lógico: tirar uma conclusão do que nos parece óbvia.
Dá-se o nome de Lógica aristotélica ao sistema lógico desenvolvido por Aristóteles a quem se deve o primeiro estudo formal do raciocínio. Dois dos princípios centrais da lógica aristotélica são a lei da não-contradição e a lei do terceiro excluído. A lógica aristotélica, em particular, a teoria do silogismo, é apenas um fragmento da assim chamada lógica tradicional e é um instrumento que antecede o exercício do pensamento e da linguagem.
Ao usarmos as palavras lógico e lógica, estamos participando de uma tradição de pensamento que se origina da filosofia grega.

Logos.....linguagem – discurso
               Pensamento – conhecimento
Platão dizia que através da dialética ( diálogo ou uma conversa em que os interlocutores possuem opiniões opostas sobre algo e devem argumentar de modo a passar das opiniões contrárias à mesma ideia ) é possível conhecer a essência e sair da aparência.

Filosofia da educação ( Reboul)

A filosofia da educação é um ramo da FILOSOFIA.
A filosofia visa por em questão tudo que acreditamos poder saber e nos dá condições para refletirmos sobre a condição humana. A educação moral é possível quando tenho a capacidade de reflexão.
Nenhum domínio da existência humana escapa à interrogação filosófica.
A educação é uma parte da existência humana. O homem se distingue do animal através do trabalho, cultura e linguagem, porém, não existe nada disso sem educação.
Segundo Kant: “ O homem não pode se tornar homen senão pela educação”.


Conceito de educação ( Aranha, p. 50 a 76)

A educação é um fator importante para humanização e socialização.
Ato de educar; o ato pedagógico tem 3 componentes: um agente, mensagem e um educando. O ensino consiste na transmissão  de conhecimentos, porém, quando doutrinado é pseudo-educação que não respeita a liberdade do educando, impondo-lhe conhecimentos e valores .
Educação e ensino se completam.
Finalidade da educação:
A educação não deve ser separada da vida nem é  preparação  pra vida, mas é a vida mesma. Os fins se baseiam em valores provisórios que alteram conforme alcançamos objetivos e quando mudamos a realidade vivida.


Educação e política : é impossível separar a educação do poder .
Educação informal: não é organizada, é exercida a partir das vivências  e com base no bom senso. Estamos aprendendo em todos lugares, igreja, em casa, trabalho, amigos, associações.( lembrem-se das aulas de introdução à pedagogia).

Família: instituição social, sujeita a mudanças de acordo com as diferentes  relações estabelecidas entre os homens.

Infância e educação ( Kohan)

Infância em Platão:
1 como possibilidade
2 como inferioridade
3 como superfluidade
4 como material da política
O autor organiza o entendimento de Platão acerca da infância, o artigo de Kohan orienta a política como premissa representativa inerente ás relações ocorridas entre educação, filosofia e infância.
Política: ação conforme a ideologia de um grupo.
Política da educação: como vai conduzir a educação

Assistam vídeo: Educação segundo Platão ( you tube)


A invenção de Emílio (Boto)

Educação obrigatória teve origem na Prússia .
Refletir sobre o pensamento pedagógico de Rousseau, ele enfatiza a preocupação quanto ao estabelecimento do ser na criança. Rousseau é o primeiro a entender  a infância como parte do ser humano.
Emilio é uma obra que fala de afeto. O professor interfere o menos possível e na 1ª infância não se devia ensinar novos saberes mas sim preservar os que a criança tem e a escola prepara o aluno para o contato com o mundo.

REFERÊNCIAS
Anotações pessoais


Rousseau

O homem novo e a criança que experimenta, erra e tenta de novo
Filosofia e educação em Rousseau
Jorge Marques Pontes
Resumo:
O presente artigo trata da concepção filosófica de J.J. Rousseau extraída da obra Emílio ou Da educação e das experiências vividas no curso de graduação e no estágio supervisionado, concluindo com minha reflexão sobre a práxis das aulas de filosofia no ensino médio.
Palavras-chaves: Rousseau, filosofia, ensino, iluminismo.
O mais enigmático de todos os filósofos do Iluminismo do século 18, o filósofo político, educador e ensaísta, Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra em 28 de junho de 1712. Sua mãe morreu no parto. Não teve qualquer educação formal até os 16 anos, exceto sua própria leitura das Vidas de Plutarco e uma coleção de sermões calvinistas. Tornou-se o protegido de Madame Louise-Éléanore de la Tour duPil, baronesa de Warens.
[...] encontrou refugio em LesCharmettes, nas proximidades de Chambéry, junto de madame de Warens, que lhe foi mãe, amiga e amante. “Uma mulher toda ternura e doçura”, como ele a recorda, que lhe possibilitou estudar e se instruir, sem distrações, longe do tumulto da cidade. Escreve Rousseau: Uma casa isolada sobre o declive de um vale foi nos
refugio: lá, durante quatro ou cinco anos, desfrutei de um século de vida e felicidade pura e plena, que oculta com seu esplendor tudo aquilo que a minha situação presente tem de horrível (ANTISIERI).
Aos 30 anos colaborou com a enciclopédia de Diderot e D’Alembert no verbete Música e aos 38 anos conquistou o premio da academia de Dijon com seu Discurso sobre as ciências e as artes. No ano de 1762, Rousseau começou a ser perseguido na França, pois suas obras foram consideradas uma afronta aos costumes morais e religiosos. Refugiou-se na cidade suíça de Neuchâtel. Em 1765, foi morar na Inglaterra a convite do filósofo David Hume. De volta à França, Já velho e cansado, doente e deprimido, Rousseau aceitou o convite do marquês de Girardin, em cujo castelo transcorreu os últimos meses de sua vida em clima de relativa tranquilidade psicológica. Casou-se com ThérèseLevasseur, no ano de 1767. Faleceu aos 66 anos, atingido por insolação durante um passeio a tarde, morreu em 2 de julho de 1778, no castelo de Ermenonville, onde estava hospedado.
“Que se destine meu aluno a carreira militar, a eclesiástica ou advocacia, pouco me importa. Antes da vocação dos pais, a natureza o chama para a vida humana, viver é o ofício que lhe quero ensinar [...]” (J.J. Rousseau).
A obra Emílio ou Da educação, sobre a qual exerço minha reflexão, é um ensaio pedagógico que une política, educação e ética sob a forma de romance e nele Rousseau procura traçar as linhas gerais que deveriam ser seguidas com o objetivo de fazer da criança um adulto bom. Mais 
exatamente, trata dos princípios para evitar que a criança se torne má, já que o pressuposto básico do autor é a crença na bondade natural do homem. Outro pressuposto de seu pensamento consiste em atribuir à civilização a responsabilidade pela origem do mal. Conseqüentemente, os objetivos da educação, para Rousseau, comportam dois aspectos: o desenvolvimento das potencialidades naturais da criança e seu afastamento dos males sociais.
Nesta obra, Rousseau dividiu a existência em cinco fases: Lactância até dois anos; infância de dois a doze; adolescência de doze a quinze; mocidade de quinze a vinte e o início da vida adulta de vinte a vinte e cinco anos. Dos cincos livros de Emílio, os quatro primeiros tratam da educação do menino e último da educação da menina Sofia.
O jovem Emilio, filho de um homem rico, é educado por um preceptor no convívio com a natureza protegido dos constrangimentos sociais. Emilio é o representante da espécie humana em seu potencial de virtude, educado para viver bem consigo, com sua futura companheira Sofia e com os outros, em uma sociedade livre e democrática. A obra é inspiradora da escola nova e Pestalozzi. E se contrapunha, naquela época, a visão elitista da educação como privilégio, afirmando ser um direito de todos. Criticava a pedagogia jesuíta rígida, punitiva e mera transmissora hierárquica de conhecimentos memorizados, que tratava a criança como um adulto em miniatura.
Rousseau entendia a infância como uma forma particular de ser humano diferente da idade adulta. O aprendizado era
conduzido pelos interesses do próprio aprendiz, em uma educação de dificuldades progressivas, lúdicas e interativas que evoluíam naturalmente do sentido ao espírito.
Tudo é certo em saindo das mãos do autor das coisas, tudo degenera nas mãos do homem [...]
Se por um lado ele identificava as especificidades do ser infantil, por outro, projetava o homem do amanhã delimitando claramente a fronteira entre o homem da natureza e o homem civil. Este é o motivo dominante das obras de Rousseau, ou seja, os bens que a humanidade crê ter adquirido, os tesouros do saber, da arte, da vida requintada não contribuíam para a felicidade, para a virtude do homem, senão que o afastaram da sua origem e o extraviaram da sua natureza. Para ele a vida social se rege muito mais pelos vícios do que pelas virtudes e o egoísmo, a vaidade e a necessidade de domínio governam as relações entre os homens. Essa teoria do estado de natureza é que dá origem a uma de suas idéias mais difundidas: o homem nasce naturalmente bom, a sociedade é que o corrompe.
Rousseau herda essa concepção de estado natural de filósofos como Thomas Hobbes, mas faz uma leitura diferente, dando um novo significado:
[...] Rousseau descreve um quadro do estado de natureza completamente diferente daquele de Hobbes. Em vez da luta de todos contra, do medo constante de perder a vida e a posse dos homens, temos a independência dos homens entre si garantida pela natureza provedora e o desinteresse pelos 
bens alheios. (NASCIMENTO)
No seu livro, o discurso sobre a origem e os fundamentos das desigualdades entre os homens, ele apresenta o ser humano em seu estado de natureza, como um ser doce e meigo, distante da estupidez dos brutos e das funestas luzes da civilização. O homem neste estado e compelido, tanto pelo instinto como pela razão a defender-se do mal que o assola, porém é impedido pela piedade natural de fazer mal a outrem. É isto o que chamamos de bom selvagem.
Mas com a criação da propriedade privada finaliza-se o estado de pureza do homem, o estado natural. Pois esta desencadeia um processo de desigualdade que gera a violência e a corrupção moral da humanidade.
É nesse momento então que surge a necessidade de um contrato social e a criação de um estado civil como antídoto aos males provocados pela vida em sociedade. Contudo, um primeiro pacto proposto pelos mais ricos servirá apenas para legitimar a desigualdade. Com o subterfúgio de proteger os fracos da opressão, os já privilegiados pelo acúmulo da riqueza clama a todos que se unam em torno de leis que obriguem a todos a deveres recíprocos para conter os ambiciosos e garantir a cada um a posse daquilo que lhe pertence [...] (NASCIMENTO)
Como evitar isso? Como formar um homem que conserve suas virtudes, sua liberdade, sua autonomia e sua compaixão enfrentando as desigualdades criadas pelo próprio homem. E  
mais, a educação pode determinar a natureza do homem?
“Saindo de minhas mãos ele não será, concordo nem magistrado, nem soldado nem padre, será primeiramente um homem” (J.J. Rousseau).
Se for verdade que o homem nasce bom e a civilização torna o mundo e o homem artificial, corrompe o ambiente natural e altera o equilíbrio ecológico, então a reforma da educação pode se tornar um instrumento adequado para criar uma humanidade melhor. Segundo Rousseau, a pressão social manipula a mente do indivíduo desde o nascimento, diz ele:
“No estado em que já se encontram as coisas, um homem abandonado a sí mesmo, desde o nascimento, entre os demais, seria o mais desfigurado de todos. os preconceitos, a autoridade, a necessidade, o exemplo, todas as instituições sociais em que nos achamos submersos abafariam nele a natureza e nada poriam no lugar dela. Ela seria como um arbusto que o acaso fez nascer no meio do caminho e que os passantes logo farão morrer, nele batendo de todos os lados e dobrando-o em todos os sentidos” (ROUSSEAU)
O autor defende que o homem altera a natureza das coisas, forçando terrenos a nutrir produtos próprios de outros; arvores a dar frutos de outras; mistura e confunde os climas; os elementos; as estações; mutila os animais; ou seja, não quer nada da forma que foi feita pela natureza, nem mesmo o próprio homem. Para ele, a reforma da educação seria uma saída para este dilema, pois todas as cognições nascem da relação com o ambiente. Logo, é a educação que forma as 
mentes. Sendo assim, a natureza educa os sentidos, o ensino a mente e a experiência o comportamento.
“Nascemos fracos, precisamos de força; nascemos desprovidos de tudo, temos necessidade de assistência; nascemos estúpidos, precisamos de juízo, tudo que não temos ao nascer, de que precisamos adultos, nos é dado pela educação [...] Essa educação nos vem da natureza, ou dos homens ou das coisas. O desenvolvimento interno de nossas faculdades e de nossos órgãos é a educação da natureza; o uso que nos ensinam a fazer desse desenvolvimento é a educação dos homens; e o ganho de nossa própria experiência sobre os objetos que nos afetam é a educação das coisas. Cada um de nós é, portanto formado por três espécies de mestres” (ROUSSEAU).
Mas que tipo de educação é essa que o autor nos apresenta? Qual o papel do professor? A criança em Rousseau é compreendida como um ser constituído por uma única e invariável estrutura interna, por natureza — ou seja, por definição. Não há circunscrição histórica ou geográfica que possa alterar a perspectiva. A criança relatada por Rousseau é compreendida como um dado imanente, que pode ser compreendido de antemão como se fosse uma essência. Emílio é um menino educado segundo as leis da natureza, afastado dos seus coetâneos, em um tranquilo vilarejo no campo, em contato direto com o ambiente natural e sob os cuidados de um educador discreto. O mestre, com efeito, não deve ensinar ninguém de modo direto, mas limitar-se a facilitar o desenvolvimento espontâneo do aluno. Assim, estimulando a instintiva curiosidade em relação aos 
fenômenos naturais, o educador conseguirá transmitir pensamento cientifico sem destruir a natural bondade do jovem, que progredirá, inclusive sob o ponto de vista ético, simplesmente refletindo sobre suas próprias experiências.
A educação deve ser progressiva, de tal forma que cada estágio do processo pedagógico seja adaptado às necessidades individuais do desenvolvimento. A primeira etapa deve ser inteiramente dedicada ao aperfeiçoamento dos órgãos dos sentidos, pois as necessidades iniciais da criança são principalmente físicas. Incapaz de abstrações, o educando deve ser orientado no sentido do conhecimento do mundo através do contato com as próprias coisas.
“A educação primeira deve, portanto ser puramente negativa. Ela consiste, não em ensinar a virtude ou a verdade, mas em preservar o coração do vício e o espírito do erro” (ROUSSEAU).
Respeitando o estagio do nascimento aos doze anos de idade, é preciso enfatizar o exercício inteligente dos sentidos. Seguindo as sugestões do contemporâneo e amigo Condillac, Rousseau escreve: "As primeiras faculdades que se formam e se aperfeiçoam em nos são os sentidos, que, portanto, deveriam ser cultivados em primeiro lugar, mas que, ao contrario, são esquecidos ou inteiramente relegados. Exercitar os sentidos não quer dizer somente usa-los, mas aprender a julgar bem através deles, ou seja, por assim dizer, aprender a sentir, porque não sabemos tocar, nem ver, nem ouvir senão no modo pelo qual aprendemos". Dai a exigência de educar a criança a desenvolver livremente a necessidade 
de mover-se, de brincar e de tomar posse de seu próprio corpo.
A educação negativa é a ideia-guia da pedagogia de Rousseau, segundo a qual se aprende somente por si mesmo. O educador, portanto, não deve transmitir nenhum saber, mas: evitar que o aluno entre em contato com as perniciosas influências morais da sociedade humana; satisfazer sistematicamente a sua natural curiosidade em qualquer âmbito; predispor situações da vida adequadas a favorecer seu crescimento espontâneo.
Liberta da tirania das opiniões humanas, a criança, por si mesma, e sem nenhum esforço especial, identifica-se com as necessidades de sua vida imediata e torna-se auto-suficiente. Vivendo fora do tempo, anda precisando das coisas artificiais e não encontrando qualquer desproporção entre desejo e capacidade, vontade e poder, sua existência vê-se livre de toda ansiedade com relação ao futuro e não é atormentada pelas preocupações que fazem o homem adulto civilizado viver fora de si mesmo.
É necessário, contudo, prepará-la para o futuro. Isso porque ela tem uma enorme potencialidade, não aproveitada imediatamente. A tarefa do educador consiste em reter pura e intacta essa energia até o momento propício. Nesse sentido, é particularmente importante evitar a excitação precoce da imaginação, porque esta pode tornar-se uma fonte de infelicidade futura. Outros cuidados devem ser tomados com o mesmo objetivo e todos eles podem ser alcançados ensinando-se a lição da utilidade das coisas, ou seja, 
desenvolvendo-se as faculdades da criança apenas naquilo que possa depois ser-lhe útil.
A educação é o caminho para a sociedade renovada, com todo o seu rigor e a sua expansão social, bloqueando no berço toda forma de egoísmo, bem corno toda forma de ansiedade pelo futuro, que apaga a alegria do presente. A certeza de uma sociedade harmônica, dominada pela vontade geral, evita os falsos sentimentos provocados por uma sociedade competitiva, e nos convoca a desfrutar o presente e toda situação, livres dos temores e dos fantasmas do imaginário de um futuro competitivo e conflitivo.
Conclusão
A educação deve ser progressiva, de tal forma que cada estágio do processo pedagógico seja adaptado às necessidades individuais do desenvolvimento. A primeira etapa deve ser inteiramente dedicada ao aperfeiçoamento dos órgãos dos sentidos, pois as necessidades iniciais da criança são principalmente físicas. Incapaz de abstrações, o educando deve ser orientado no sentido do conhecimento do mundo através do contato com as próprias coisas.
Liberta da tirania das opiniões humanas, a criança, por si mesma, e sem nenhum esforço especial, identifica-se com as necessidades de sua vida imediata e torna-se auto-suficiente. Vivendo fora do tempo, anda precisando das coisas artificiais e não encontrando qualquer desproporção entre desejo e capacidade, vontade e poder, sua existência vê-se livre de toda ansiedade com relação ao futuro e não é 
atormentada pelas preocupações que fazem o homem adulto civilizado viver fora de si mesmo.
É necessário, contudo, prepará-la para o futuro. Isso porque ela tem uma enorme potencialidade, não aproveitada imediatamente. A tarefa do educador consiste em reter pura e intacta essa energia até o momento propício. Nesse sentido, é particularmente importante evitar a excitação precoce da imaginação, porque esta pode tornar-se uma fonte de infelicidade futura. Outros cuidados devem ser tomados com o mesmo objetivo e todos eles podem ser alcançados ensinando-se a lição da utilidade das coisas, ou seja, desenvolvendo-se as faculdades da criança apenas naquilo que possa depois ser-lhe útil.
Até aqui, o processo educativo preconizado por Rousseau é negativo, limitando-se àquilo que não deve ser feito. A educação positiva deve iniciar-se quando a criança adquire consciência de suas relações com os semelhantes. Passa-se, assim, do terreno da pedagogia propriamente dita aos domínios da teoria da sociedade e da organização política.
O ensino da filosofia e a filosofia de Rousseau preconizada na Obra Emílio ou Da Educação estão intimamente ligadas a este segundo momento de educação positiva, assim entendo. No meu estágio pude experimentar (cita experiência de seu estágio)
Referências bibliográficas
BOTO, Carlota. A invenção do Emílio como conjectura: 

Hannan


Garotas aqui vão alguns resumos para a prova de amanhã 
  CLIQUE AQUI https://files.acrobat.com/a/preview/fc6b0fbf-f5da-4048-9e17-8e17803269d6

quarta-feira, 14 de maio de 2014

texto para 15-05 BOTO

Olá garotas segue o link para o texto o Boto da profª Elisa Pitombo
Este texto e só para marcar os pontos principais do texto. 
Não esqueçam de fazer o resumo do livro Aranha 
pag. 197 a 201 

O BOTO
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Aranha 
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terça-feira, 22 de abril de 2014

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Olivier Reboul texto aula 10/04

Olivier Reboul

A Filosofia da Educação não é a pedagogia. Também não é a psicologia da criança. É um ramo da Filosofia. Ora a filosofia não visa  um saber-fazer, nem mesmo um saber, mas antes de mais o pôr em questão  de tudo o que acreditamos poder e saber.
O que é que caracteriza este pôr em questão? Em primeiro lugar ela é total: É um facto que já se filosofou sobre tudo, sobre Deus, sobre a delicadeza, sobre a ciência, sobre a arte, etc. Tal não significa que um filósofo seja alguém que se meta em tudo; pelo contrário, cabe-lhe limitar a sua investigão em função dos seus próprios meios. O que se quer dizer é que nenhum domínio da existência humana escapa à interrogação filosófica.
Por outro lado, toda a gente põe questões filosóficas, mas há poucos homens que tenham a coragem de as pôr até ao fim. É sobretudo aqui que se reconhece a filosofia: ela é radical , vai até à raíz do objecto que tem em vista. O homem vulgar, pergunta: “que horas são?”, enquanto o filósofo pergunta: “o que é o tempo?”;  e também “o que é o espaço,  o ser,  o homem?”.
O que o leva a questionar assim não é um simples interesse especulativo; a pergunta filosófica diz-nos respeito, e diz respeito à nossa própria existência: é vital.  Assim, quando se pergunta: “o que é o tempo?”, é de nós mesmos que se trata, da nossa angústia e da nossa felicidade, da nossa vida e da nossa morte. Se o existencialismo é apenas uma das filosofias existentes, e talvez ultrapassada, continua a ser verdade que toda a filosofia é existencial.
É a este nível que se pode falar de uma filosofia da educação.
Em primeiro lugar, a educação é uma parte da existência humana, da mesma forma que a arte, a ciência, e a linguagem. Deve  por isso haver uma filosofia da educação ao mesmo título com que existe uma estética, uma epistemologia, uma filosofia da linguagem. A filosofia da educação é aliás ensinada nas universidades anglo-saxónicas como um ramo à parte. Apesar de em França não ser assim, a verdade é que Montaigne, Rousseau, Comte, Alain foram, cada um à sua maneira, filósofos da educação.
Poderia pensar-se que se trata de um ramo menor da filosofia. No entanto, se se perguntar a um filósofo o que é o homem, o que o distingue do animal, ele responderá: o homem caracteriza-se pelo trabalho, ou pela linguagem, ou pela cultura. Ora, não existe trabelho, nem linguagem, nem cultura sem educação. O que diostingue o homem do animal, dizia Kant, é que “o homem não se pode tornar homem senão pela educação” A filosofia da educação é pois uma interrogação radical. A filosofia da educação não pergunta como curar a dislexia, mas de onde vem a importância que se atribui ao facto de ler; não pretende melhorar as relações entre pais e filhos mas indaga a natureza da família, o seu valor, os seus limites, numa palavra, o seu sentido; não ensina a estabelecer o emprego do tempo escolar mas examina o valor de cultura das diferentes disciplinasa escolares. Gradualmente, coloca-nos diante da mais radical das questões: “o que é o homem para que deva ser educado?”
Questão igualmente vital pois que diz respeito ao destino das crianças que nos são confiadas e, por isso mesmo, ao futuro da humanidade que está para vir. Se o homem deve o que é à educação, então não é nunca tarde demais para se perguntar qual o seu valor, as suas possibilidades e os seus limites, isto é, para fazer uma filosofia da educação.
Em boa verdade, este empreendimento não é novo. Desde que uma civilização, mesmo arcaica, se interroga sobre o sentido da educação por si dispensado, a filosofia da educação tem aó i seu começo:
“Quando amanhã o teu filho te perguntar: “Que são estas instruções, estas leis e estes costumes que o Eterno, vosso Deus, nos prescreveu?” - tu dirás ao teu filho ... “
                                                                    ( Deterónimo, VI, 20 e ss )

Quando amanhã: Chega sempre um momento em que a criança interroga os seus pais, em que o aluno critica o seu mestre, em que toda uma geraçao pôe em questão a geração que a precedeu. É este o momento da filosofia: quer nós queiramos quer não, estamos  colocados entre a espada e a parede.  Como Édipo diante da Esfinge, temos que responder ou morrer.
Tu dirás ao teu filho: Evidentemente a resposta da Biblia pode parecer completamente desactualizada. O que permanece actual é o facto de ela não se servir de rodeios, não tentar justificar as inumeráveis prescrições da Lei judaica por um apelo à autoridade, ou à utilidade, ou aos bons sentimentos, antes ir direita ao essencial, ao porquê de todos os constrangimentos e de todas as suas regras: “...a fim de temer o Eterno nosso Deus, de sermos sempre felizes e de viver
Hoje o problema da educação pôe-se com uma intensidade quase insustentável. O movimento de Maio de 1968 não começou por uma contestação dos poderes públicos, mas sim dos professores, da sua autoridade, da instituição que eles representavam e, finalmente, de toda a civilização. Abriu-se o debate em França, como em outros sítios, sobre o sentido da educação. Existe hoje em dia algum pai que não tenha sido posto em causa pelos seus filhos ou um mestre pelos seus alunos? Não é verdade que as instituições como a escola, a família, a universidade, antes incontestáveis, se encontram hoje contestadas? Lastima-se que esta contestação tome uma forma selvagem e exclua todo o diálogo. Mas, quem é que primeiro exclui o diálogo: não fomos nós que constantemente eludimos ou reprimimos as questões mais vitais da juventude, sobre a autoridade, sobre o valor das regras sociais, sobre Deus, sobre a política, sobre o sexo, em vez de respondermos indo directamente ao essencial? Acreditámos sempre que era ainda demasiado cedo para responder; os jovens por seu lado pensam, e não sem razão, que é já demasiado tarde.
E é por isso que hoje, diante destas questões que os jovens nos colocam, a filosofia da educação é tão útil; questões que nos pôem contra a parede, questões difíceis, que tocam nos problemas éticos e políticos mais agudos e às quais é impossível arriscar responder sem nos comprometermos.
Perguntar-se-á se, apesar de tudo, esta reflexão filosófica não é vazia; hoje que existem as “ciências da educação”. É aqui que é preciso recordar a tarefa específica do filósofo.
Primeiro, sem com isso querer reduzir a filosofia à análise lógica, pode-se dizer que a filosofia da educação é insubstituivel enquanto reflexão sobre o sentido das palavras usuais e suas relações. Filosofar é, em primeiro lugar, perguntar o que se quer dizer. Tomemos esta afirmação de Horace Mann: “Todo o homem que nasce neste mundo tem direito natural à educação”. O que significa aqui natural, e qual a sua relaçãoo com o direito; trata-se de uma constatação de facto, de uma prescrição moral ou da expressão de um sentimento? Outro exemplo: pergunta-se: “o que é a educação moral?” O senso comum responderá: “é fazer com que as pessoas se conduzam moralmente”. Basta reflectir um pouco para ver quanto esta resposta é contestável e mesmo perigosa pois que se a educação consiste simplesmente em levar as crianças a não roubar, a não mentir, a obedecer às normas em vigor, teríamos apenas produzido autómatos, incapazes de compreender o que fazem e porque o fazem, incapazes portanto de se adaptar a novas situações. Sob a ocupação alemã, mentir, roubar, infringir as normas válidas em tempo normal, poderia ser moral. Fazer com que as pessoas se conduzam moralmente é arriscar fazer com que não haja moral, nem mesmo gente!
Mas, não chega perguntar o que se quer dizer. Trata-se também de saber o que se quer dizer. É sobretudo aqui que a filosofia é insubstituível. As ciências humanas estudam o objecto da educação, em particular a criança, quanto à sua natureza, ao seu meio e à sua evolução. A pedagogia estuda os meios  da educação. A filosofia reflecte sobre os seus fins: porque é que se educa ? qual o critério de uma educação bem sucedida ? Quando um pai declara ao seu filho : “É para teu bem”, esta referência a um “bem” é já uma posição filosófica que nenhuma ciência pode fundamentar. O fim da filosofia é saber o que implica esta opção, por exemplo, será possível “fazer o bem” contra a sua vontade ? A partir do momento em que um educador se interroga sobre os fins do seu empreendimento, fá-lo filosofando, desde que com conhecimento de causa.
Se estes problemas dizem necessariamente respeito à filosofia, é igualmente verdade que os grandes filósofos abordaram o problema da educação: Platão, Aristóteles, St. Agostinho, Tomás de Aquino, Montaigne, Erasmo, Hegel, Comte, Hobbes, Locke, Hume, Rousseau, Kant, Fichte, Spencer, Nietzsche, Alain, Dewey, para não citar senão aqueles que fizeram da educação o tema central do seu pensamento. O próprio Descartes, pouco preocupado em ensinar, não começou ele o seu Discurso pelo processo de educação que havia recebido? Com efeito, uma filosofia da educação depende sempre das premissas metafísicas do seu autor: ela será diferente num racionalista e num empirista, num idealista e num  materialista, num conservador e num revolucionário. No entanto, seria desconhecer o espírito filosófico acreditar que aborda os novos problemas que se lhe colocam de forma preconceituosa. Se cada filósofo considera a educação em função do seu sistema, seria possível mostrar, em contraposição, de que modo essa consideração interfere na génese d o seu sistema. Compreender-se-ía mal Platão, por exemplo, se se ignorasse a sua revolta contra o absurdo da educação tradicional e contra o engano do ensino sofistico.
De forma ainda mais profunda, poder-se-ia afirmar que a educação é talvez a prova decisiva do pensamento filosófico. Ela permite discernir o sentido humano dos debates filosóficos para lá dos seus aspectos técnicos, colocar os conceitos mais abstractos à prova da prática, mostrar que a filosofia não é somente trabalho de especialistas, mas dos homens.
“O ponto de vista da educação permite-nos compreender os problemas filosóficos no lugar em que eles surgem e crescem, no seu lugar próprio, lá onde o “sim” e o “não” exprimem uma oposição prática. Se se vir na educação, a formação das tendências fundamentais, intelectuais e afectivas, que têm por objecto a natureza e os nossos semelhantes, podemos chegar ao ponto de definir a filosofia como a teoria geral da Educação” ( Dewey, Democracy and Education, p.328 )

Quando amanhã o teu filho te perguntar”: não há dúvida de que toda a filosofia nos prepara para o amanhã. E quando a Filosofia reflecte sobre a Educação não é verdade que ela se transforma então na forma mais elevada da educação, a “educação dos educadores?”



(Tradução de Susana do Céu Gil Andrade, revisão de Olga Pombo)


quarta-feira, 12 de março de 2014

Vamos recuperar o tempo perdido!!! 

Para amanhã

Texto Chaui capitulo 4 A existência ética pag. 429 a 435 e Capitulo 05 439 a 458 
Retirar trechos importantes.

SEGUE UM VÍDEO SOBRE O ASSUNTO:




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Aula 27/02 Filosofia

Inteligência Humana

Introdução:     

    Apesar das inúmeras comparações entre humanos e animais, temos que ter a clareza que o animal possui um tipo de inteligência diferente do ser humano.

Costumamos humanizar os animais, e comparar com animais o ser humano através de filmes, desenhos e até mesmo na criação domestica. Apesar de muitas vezes tratar-lós como humanos o comportamento apresentado por eles não é um comportamento racional e sim instintivo ou reproduzido por incentivo humano, pois só o homem possui raciocínio lógico.

Ação instintiva:

  • A sucção da criança ao mamar
  • A aranha tecendo uma teia.
  • A vespa preparando o casulo:  A vespa prepara o casulo coloca uma aranha dentro para que a larva encontre o que comer quando o ovo implodir se for retirado o motivo de se criar o casulo que é o ovo e a aranha, ela continuara a tecer o casulo pois não possui raciocínio.
Esses são alguns exemplos de ação instintiva.

Inteligência Concreta:

O exemplo do macaco pegando um caixote para pegar a banana que está fora do seu alcance, e um exemplo de inteligencia concreta porque ele tem a capacidade de ação/reação/ instinto. É a ação planejada com improviso.

O que nos distingui dos animais:

A fala: Somente o ser humano e capaz de falar e se comunicar através da fala e símbolos, apesar dos animais compreenderem alguns comandos, eles tem que ser adestrados para compreende-lós  

O trabalha: O trabalho humano e uma ação transformadora da realidade, dirigida por finalidade consciente, ao produzir técnicas já usadas 

A cultura: A transformação do mundo, sua adaptação, e uma das coisas que nos diferencia dos animais o animal continua mergulhado na natureza o homem e capaz de transformá-la tornando possível a cultura.


Próx. Aula:06/03

Resumo Chaui pág. 109 á 119  segue link do livro.

http://bahiapsicosocial.com.ar/biblioteca/Convite%20%20Filosofia%20-%20Marilena%20Chaui.pdf




quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

AULA  20 / 02 / 2014  FILOSOFIA

O que é mito?
 São narrativas utilizadas pelos povos gregos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza, as origens do mundo e do homem, que não eram compreendidos por eles.
Atualmente, nós os criamos também para explicar o inexplicável e fenômenos da natureza. Mito nem sempre é utilizado na simbologia correta, porque também é usado em referência as crenças comuns que não tem fundamento objetivo ou científico.

Qual a função do mito?
1. Explicar – o presente é explicado por alguma ação que aconteceu no passado, cujos efeitos não foram apagados pelo tempo, como por exemplo, uma constelação existe porque, há muitos anos, crianças fugitivas e famintas morreram na floresta, mas uma deusa levou-as para o céu e transformou-as em estrelas.
2. Organizar – o mito organiza as relações sociais, de modo a legitimar e determinar um sistema complexo de permissões e proibições. O mito de Édipo existe em várias sociedades e tem a função de garantir a proibição do incesto, por exemplo. O “castigo” destinado a quem não obedece às regras funciona como “intimidação” e garante a manutenção do mito.
3. Compensar – o mito conta algo que aconteceu e não é mais possível de acontecer, mas que serve tanto para compensar os humanos por alguma perda, como para garantir-lhes que esse erro foi corrigido no presente, oferecendo uma visão estabilizada da Natureza e do meio que a cerca (Chauí, p. 162).

MITO DA CAVERNA
Platão escreveu o mito da caverna para explicar a natureza humana e nos remete para a situação que muitos seres humanos vivem, num mundo de ilusão, e presos por crenças errôneas, preconceitos, ideias falsas, e por isso vivem em um mundo com poucas possibilidades, assim como os homens na caverna.

Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após
geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão
algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e
a olhar apenas para frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os
lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo
que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.
A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os
prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual
foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de
marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo
tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas. Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros
enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas,
mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.
Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas
são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem
saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos
reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a
fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda luminosidade possível é a que
reina na caverna.
Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria
um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os
outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos
anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e,
deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.
Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade
é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se
com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo
no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua
vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no
fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria
desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não
acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas
caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em
afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por
matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos
demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.
O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das
estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o
prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do
sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias
verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo
e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a
visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam,
espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo à condenação de Sócrates
à morte pela assembléia ateniense)? Porque imaginam que o mundo sensível é o
mundo real e o único verdadeiro.

PAPEL DO EDUCADOR:
Levar do conhecimento cotidiano (senso comum) para o conhecimento científico (senso filosófico), ou seja, sair do senso comum e ampliar para o senso filosófico, levando o educando a desenvolver uma consciência crítica.
Segundo LUCKESI, nas relações entre Filosofia e Educação, só existem realmente 2 opções: ou se pensa e se reflete sobre o que se faz e assim realiza uma ação educativa consciente, ou não se reflete criticamente e se executa uma ação pedagógica a partir de uma concepção mais ou menos obscura e opaca existente na cultura vivida do dia a dia e assim realiza uma ação educativa com baixo nível de consciência.
Para entender melhor assistam ao vídeo.




BIBLIOGRAFIA:
http://www.infoescola.com/filosofia/origem-e-funcao-do-mito/
CHAUÍ, Marilena.Convite à Filosofia, São Paulo: Editora Ática, 2000.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da Educação, São Paulo: Editora Cortez, 2005.
Anotações pessoais em sala.