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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Resumo Prática de ensino

PRATICA DE ENSINO II

ESTUDAR:
*      Perspectivas atuais da educação (GADOTTI)
*      Cuidar da aprendizagem (PEDRO DEMO)
*      A interação professor aluno (HAYDT)
*      Dez questões a considerar (ROSAURA SOLIGO)
*      Competência e profissionalismo ( NILSON JOSÉ MACHADO)
*      A criança e o número (CONSTANCE KAMII)


PERSPECTIVAS ATUAIS DA EDUCAÇÃO by Vivi Nascimento

Para GADOTTI, perspectiva é uma antecipação qualquer do futuro, falar de perspectiva é falar de esperança no futuro.
PERSPECTIVA do latim perspectivus examinar atentamente até o fim.
Todas as mudanças vividas nos últimos 30 anos, como por exemplo, a globalização, os avanços rápidos da tecnologia, os diversos movimentos sociais acarretaram numa expectativa Geraldo que será o futuro.
O homem é seu próprio inimigo e ao contrário do que se imaginava anteriormente, de que a guerra acabaria com ele, agora é a falta de controle da produção industrial é que pode sim acabar com a vida em nosso planeta.
Segundo GADOTTI, a educação voltada para o futuro será sempre contestadora e vai superar os limites tanto do estado quanto do mercado.
A escola hoje tem o papel de gestora do conhecimento, uma vez que, espaços sociais e domiciliares tornaram-se espaço de ensino-aprendizagem, em especial o ensino à distância,com tudo isso ocorrendo é necessário ter projetos, dados e fazer sua própria inovação, ou seja, uma reestruturação curricular para alcançar a cidadania.
O professor educador deve ser sensível e consciente, por fim GADOTTI retoma os 4 pilares da educação de Delors(1998) que aponta o indivíduo da sociedade do conhecimento como um ser que necessita de uma aprendizagem ao longo da vida que está calçada nos seguintes pilares:

Aprender a conhecer
Aprender a fazer
Aprender a viver juntos
Aprender a ser

Esses pilares podem ser considerados como uma bússola no sentido de levar a educação rumo ao futuro, a escola tem que se adequar ao novo papel da educação.

CUIDAR DA APRENDIZAGEM by Alexsandra Santana

O autor diz que professor não é quem da aula, mas sim aquele que cuida da aprendizagem, sendo que, cuidar no sentido de um ensino que não seja mera transmissão de conhecimento, mas sim ensino libertador, realizado com compromisso ético e técnico que investe na emancipação do educando.
Segundo Pedro Demo, o ensino é de dentro para fora e o aluno é o centro e o professor, mais do que dominar conteúdos, deve ensinar ao aluno a ter a capacidade de pensar.
O educador deve refletir sobre sua práxis educativa, no sentido de repensar o caráter ideológico que a orienta: “Estamos dando aula ou cuidando da aprendizagem?” Ele também deve se reconhecer como elemento transformador da realidade social de cada aluno e ser capaz de promover um ensino disruptivo, que provoca o aluno a pensar, desenvolver argumentos, ter opinião formada e principalmente aprender a aprender.

Papel do aluno: pesquisar e elaborar, saber produzir conhecimentos e não copiar ou reproduzir.

Papel do professor: ensinar o aluno a pesquisar, elaborar para que ele tenha condições de produzir conhecimento.



A INTERAÇÃO PROFESSOR-ALUNO

Uma boa interação professor-aluno contribui de forma positiva levando o aluno a assimilar conhecimentos, desenvolver hábitos e atitudes de convívio social, cooperação e respeito humano. É na relação com o educando que o educador estimula, ativa, orienta o aluno no seu interesse e esforço individual, orientando-os na sua aprendizagem.
Na relação professor-aluno, destacamos 2 funções:
Incentivadora- incentivar o educando para manifestar seu interesse
Orientadora- orientando-o a sistematizar seu próprio conhecimento.
Esta relação na verdade é uma permuta de ideias, conhecimentos, ideais e valores que influenciam na formação da personalidade.
Na relação pedagógica, o diálogo é fundamental para estabelecer uma aprendizagem de valores e é nesse diálogo que o professor aprende com o aluno e passa a tomar conhecimento de habilidades e valores que o aluno traz de seu ambiente familiar.
AUTORIDADE                             X                      AUTORITARISMO
É um valor e tem a ver com                                           pensa tudo saber e nada mais
uma conquista de disciplina                                           quer aprender,impor disciplina.


DEZ QUESTÕES IMPORTANTES A CONSIDERAR

Variáveis que interferem nos resultados do trabalho pedagógico

Para aplicar as 10 questões levantadas por Rosaura Soligo é necessário conhecer nossa história , nosso contexto.O desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa, principalmente, no planejamento de situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo, ou seja, em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos. Uma prática desse tipo pressupõe:

ü  favorecer a construção da autonomia intelectual dos alunos;
ü  considerar e atender às diversidades na sala de aula;
ü  favorecer a interação e a cooperação;
ü  analisar o percurso de aprendizagem e o conhecimento prévio dos alunos;
ü  mobilizar a disponibilidade para a aprendizagem;
ü  articular objetivos de ensino e objetivos de realização dos alunos;
ü  criar situações que aproximem, o mais possível, "versão escolar" e "versão social" das práticas e conhecimentos que se convertem em conteúdos na escola;
ü  organizar racionalmente o tempo;
ü  organizar o espaço em função das propostas de ensino e aprendizagem;
ü  selecionar materiais adequados ao desenvolvimento do trabalho;
ü  avaliar os resultados obtidos e redirecionar as propostas, se eles não forem satisfatórios.

Para desenvolver um trabalho pedagógico orientado por esses propósitos, é preciso que os professores tornem-se cada vez mais capazes de:
ü  analisar a realidade, que é o contexto da própria atuação;
ü  planejar a ação a partir da realidade à qual se destina;
ü  antecipar possibilidades que permitam planejar intervenções com antecedência;
ü  identificar e caracterizar problemas (obstáculos, dificuldades, distorções, inadequações...);
ü  priorizar o que é relevante para a solução dos problemas identificados e autonomia para tomar as medidas que ajudam a solucioná-los;
ü  buscar recursos e fontes de informação que se mostrem necessários;
ü  compreender a natureza das diferenças entre os alunos;
ü  estar aberto e disponível para a aprendizagem;
ü  trabalhar em colaboração com os pares;
ü  refletir sobre a própria prática;
ü  utilizar a leitura e a escrita em favor do desenvolvimento pessoal e profissional.

O que garante os resultados

A observação da realidade e algumas pesquisas sobre o ensino e a aprendizagem vêm indicando que há um conjunto de variáveis que interferem nos resultados (positivos ou negativos) do trabalho pedagógico. As principais são as seguintes:

1. A concepção de ensino e aprendizagem do professor e o nível de conhecimento profissional de que dispõe.
2. A crença do aluno na sua própria capacidade de aprender e o reconhecimento e a valorização dos seus próprios saberes.
3. O contexto escolar em que as situações de ensino e aprendizagem3
 acontecem.
4. O contrato didático que rege as situações de ensino e aprendizagem.
5. A relação professor-aluno.
6. O planejamento prévio do trabalho pedagógico.
7. As condições de realização das atividades propostas.
8. A intervenção do professor durante as atividades.
9. A gestão da sala de aula.
10. A relação da família com a aprendizagem dos alunos e com a proposta pedagógica.

Por que nem sempre conseguimos ensinar a todos?
Cada vez mais os educadores vêm procurando nas suas propostas de ensino as razões da ineficácia da aprendizagem. Quando as atividades "não dão certo", geralmente o problema está relacionado a uma das dez variáveis abordadas neste texto, e não à falta de capacidade dos alunos. Esse redirecionamento do olhar dos educadores tem uma grande importância política, pois revela uma atitude profissional da maior seriedade: a responsabilidade pelos resultados do próprio trabalho. Numa categoria que luta a duras penas pela profissionalização – como é o magistério – essa atitude é uma grande conquista. Significa que os professores começam a se sentir responsáveis não só pelo sucesso mas também pelo fracasso na aprendizagem dos seus alunos, assim como é de se esperar, considerando todas as especificidades dessas profissões, que médicos se sintam responsáveis pelo fracasso na cura dos seus doentes; engenheiros, pelo fracasso nas construções e máquinas que projetam; advogados, pelo fracasso na defesa de seus clientes; publicitários, pelo fracasso das campanhas que inventaram...


COMPETÊNCIA E PROFISSIONALISMO

Competência e profissionalismo são duas palavras muito presentes no discurso educacional, ainda que com conotações variadas, oscilando, algumas vezes, entre pólos antagônicos.

Competência : saber fazer- know how – savoir fair
Profissionalismo: saber técnico.

A atuação do profissional deve pautar-se necessariamente em um repertório de valores socialmente acordados tendo por base princípios fundadores que ultrapassam em muito a busca do lucro, do benefício pessoal, é impossível compreender suas ações sem uma perspectiva ética.
Como se sabe, a Ética e a Moral dizem respeito aos valores. No entanto, ainda que tais termos sejam utilizados hoje de modo razoavelmente indistinto, eles têm origens diversas e a compreensão de tal distinção pode ser útil para a compreensão do lugar da Ética no exercício profissional. O termo "Moral" é de origem latina (mos, moris), associado a regras, a costumes, a modos de procedimentos; já o termo "Ética" origina-se do grego ethos, estando associado a uma reflexão sobre os costumes, ou sobre a moral, fundada em princípios que transcendem a mera consolidação de hábitos. Trata-se de uma distinção sutil, mas fundamental. A Ética e a Moral dizem respeito a normas de conduta, que expressam valores e que regulam as ações, os fatos.

A CRIANÇA E O NÚMERO

O livro aborda os processos envolvidos na construção do conceito de número pelas crianças e ajuda o professor a observar como elas pensam a fim de entender a lógica existente nos erros.
O texto enfatiza que uma criança ativa e curiosa não aprende Matemática memorizando, repetindo e exercitando, mas resolvendo situações-problema, enfrentando obstáculos cognitivos e utilizando os conhecimentos que sejam frutos de sua inserção familiar e social. Ao mesmo tempo, os avanços conquistados pela didática da Matemática nos permitem afi rmar que é com o uso do número, da análise e da refl exão sobre o sistema de numeração que os pequenos constroem conhecimentos a esse respeito.  O professor deve levar em conta ao propor atividades numéricas, como encorajar as crianças a colocar objetos em relação, pensar sobre os números e interagir com seus colegas. 

Autonomia : direito do indivíduo governar a si mesmo, agir por leis próprias, na educação a criança não deve ser levada a dizer algo que não acredita, o professor tem a missão de estimular o pensamento espontâneo da criança .

Heteronomia : pensar pela cabeça do outro, reproduzir pensamento do outro.
O professor deve criar situações de encorajamento, ou seja, a criança deve ser estimulada a construir a estrutura mental do numero e assimilar as palavras a esta estrutura.
O ensino tradicional apenas reforça a heteronomia, por exemplo, ao dar um exercício e apenas corrigir marcando certo ou errado e não mostrar onde o aluno errou, formando indivíduos que apenas reproduzem, não sabem expor ideias ou ser crítico

terça-feira, 6 de maio de 2014

Vídeo de racismo entre as crianças

Garotas olhem o vídeo que a Professora Angelica indicou sobre as bonecas!!! 

terça-feira, 22 de abril de 2014

CUIDAR DA APRENDIZAGEM- Pedro Demo

O autor diz que professor não é quem da aula, mas sim aquele que cuida da aprendizagem, sendo que, cuidar no sentido de um ensino que não seja mera transmissão de conhecimento, mas sim ensino libertador, realizado com compromisso ético e técnico que investe na emancipação do educando.
Segundo Pedro Demo, o ensino é de dentro para fora e o aluno é o centro e o professor, mais do que dominar conteúdos, deve ensinar ao aluno a ter a capacidade de pensar.
O educador deve refletir sobre sua práxis educativa, no sentido de repensar o caráter ideológico que a orienta: “Estamos dando aula ou cuidando da aprendizagem?” Ele também deve se reconhecer como elemento transformador da realidade social de cada aluno e ser capaz de promover um ensino disruptivo, que provoca o aluno a pensar, desenvolver argumentos, ter opinião formada e principalmente aprender a aprender.

Assistam ao vídeo:


sexta-feira, 18 de abril de 2014

PERSPECTIVAS ATUAIS DA EDUCAÇÃO

PERSPECTIVAS ATUAIS DA EDUCAÇÃO
MOACIR GADOTTI
Professor da Universidade de São Paulo e Diretor do Instituto Paulo Freire.
Autor, dentre outras obras, de Perspectivas atuais da educação.

No texto Perspectivas atuais da educação Gadotti fala sobre a era da informação identificando e sugerindo caminhos como o educador poderia se adequar a esta nova realidade,  preocupa-se com a desigualdade do acesso ao conhecimento, ou seja, nem todos tem acesso à informação.
Onde se insere o educador neste processo?  Como, quando e porque fazer uso das novas tecnologias tanto como ferramenta de trabalho para construir suas aulas quanto como instrumento para o aluno? Será que basta somente colocar um computador nas salas de aula?
Para Gadotti, a tecnologia tornou possível o surgimento da era da informação mas também gerou uma crise de paradigmas; ao invés de papel e livro, teclados e mouses. Ele também chama a atenção para a qualidade de informação, nessa questão o educador ensina o educando a pensar criticamente para que este saiba selecionar aquilo que é útil para ele.
Com o acesso à Internet, como às novas tecnologias, a informação pode ser acessada de qualquer computador “conectado”, criando-se a possibilidade da aprendizagem a distância.

 Gadotti  questiona se realmente estamos na “era do conhecimento”, pois o professor tem que lidar com uma grande massa de excluídos.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Resumo para prova 25/03

Olá pessoal segue um resumão para a prova BOA SORTE!!!





PROFESSORA SIM TIA NÃO


 Na 3º carta ele fala sobre fiz o magistério porque não tive outras possibilidade. A educação, o ensinar é algo muito sério o propósito de ensinar é assumir com responsabilidade a tarefa docente, ou seja, lidamos com seres humanos. Não é justo fazermos o magistério porque não tivemos outra oportunidade e sim fazê-lo por amor ao ensinar. 
 Planejar para ensinar Rosaura Soligo O fato é que o planejamento ainda não tem ocupado o lugar que merece na prática de muitos professores e, infelizmente, não são raras as reações negativas diante da necessidade de planejar, talvez pelo fato de, em geral, estar associada a uma exigência burocrática. Mas, na verdade, a razão de ser do planejamento é orientar o ensino (e, conseqüentemente, favorecer a aprendizagem), portanto, a sua principal finalidade é didática.O ato de planejar é fundamental porque permite:
 • ter maior clareza de quais são as metas do trabalho pedagógico, ou seja, o que se pretende que os alunos saibam ao final de um período, que pode ser uma semana, um dia, um mês,um ano... ; 
• pensar com antecedência as ações que se julga necessárias para o alcance dos resultados desejados e sequenciá-las considerando os diferentes níveis de desafio que colocam aos alunos; 
• avaliar o trabalho realizado, não apenas em relação aos resultados, mas também em relação às ações desenvolvidas ao longo do processo, o que pode contribuir para redirecioná las(se o propósito for ajustar as propostas considerando as necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos);
 • verificar a coerência entre o que se pretende alcançar com os alunos e o que realmente acontece na sala de aula – isto é, entre o que se deseja obter em termos de resultado e o que efetivamente se faz para tanto.

Desse ponto de vista, a situação de planejamento do trabalho pedagógico é uma situação de formação dos professores, das mais importantes, porque exige a ampliação do conhecimento sobre a razão das propostas, a busca das condições mais adequadas para alcançar os objetivos que se tem, a antecipação das ações a serem desenvolvidas e a avaliação do trabalho realizado(só para citar alguns aspectos).
Um processo de planejamento que se pretende adequado precisa contemplar, de algum modo,quatro dimensões: a recorrência dos conteúdos, a diversidade e a provisoriedade das propostas e o coletivo como instância privilegiada de discussão e construção do próprio planejamento. A recorrência dos conteúdos tem a ver com a conquista dos objetivos propostos, pois sabemos que os objetivos não são alcançados todos em um só tempo e de forma igual para todos os alunos. Portanto, é preciso que os conteúdos – necessários para o desenvolvimento das capacidades tomadas como objetivos - estejam distribuídos no tempo de modo a, sempre que necessário, serem retomados e abordados em outros níveis de complexidade, em diferentes momentos durante o mesmo ano e/ou em diferentes anos de escolaridade.

 A diversidade
relaciona-se com a heterogeneidade dos alunos em uma mesma turma e entre as turmas. Muitas vezes, em uma mesma faixa etária, se verificam conhecimentos, experiências e atitudes bem diferentes em relação a um determinado conteúdo, o que exige do professor encaminhamentos diferenciados.

A provisoriedade
refere-se à necessidade de reajustar o planejamento, de reformulá-lo à medida que, ao ser posto em prática, o professor consegue observar outros aspectos que antes não havia considerado.

A coletivo
, como instância de discussão e construção do planejamento, expressa a convicção de que os resultados alcançados coletivamente, em um grupo de fato colaborativo, são muito superiores aos que cada profissional obtém sozinho. Portanto, nesse sentido, o trabalho coletivo é fundamental porque é uma contribuição não só para os próprios professores, que têm a chance de potencializar os conhecimentos uns dos outros, mas também para os alunos, que, mesmo de modo indireto, são beneficia do duplamente. 

4 PILARES DA EDUCAÇÃO ....DELORS


Os pilares da Educação são conceitos de fundamento da educação onde se propõe uma educação direcionada para os quatro tipos fundamentais de educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros, aprender a ser, eleitos como os quatro pilares fundamentais da educação.
O ensino debruça-se essencialmente sobre o domínio do aprender a conhecer e, em menor escala, do aprender a fazer. Estas aprendizagens, direcionadas para a aquisição de instrumentos de compreensão, raciocínio e execução, não podem ser consideradas completas sem os outros domínios da aprendizagem, muito mais complicados de explorar, devido ao seu caráter subjetivo e dependente da própria entidade educadora.
Os pilares são quatro, e os saberes e competências a se adquirir são apresentados, aparentemente, divididos. Essas quatro vias não podem, no entanto, dissociar-se por estarem imbricadas, constituindo interação com o fim único de uma formação do indivíduo.
Por isso a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar; aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver.




Aprender a conhecer: refere-se a aquisição dos instrumentos do conhecimento.

Raciocínio lógico, compreensão, dedução, memória, ou seja, sobre os processos cognitivos por excelência. Contudo, deve existir a preocupação de despertar no estudante, não só estes processos em si, como o desejo de desenvolvê-los, a vontade de aprender, de querer saber mais e melhor. O ideal será sempre que a educação seja encarada, não apenas como um meio para um fim, mas também como um fim por si. Esta motivação pode apenas ser despertada por educadores competentes, sensíveis às necessidades, dificuldades e idiossincrasias* dos estudantes, capazes de lhes apresentarem metodologias adequadas, ilustradoras das matérias em estudos e facilitadoras da retenção e compreensão das mesmas.

*idiossincrasias: é uma característica de comportamento peculiar de um indivíduo ou um grupo, e é uma palavra de origem grega. O termo tem vários sentidos, depende onde é empregado, e também pode ser aplicado para símbolos que significam algo para uma pessoa em particular.



Aprender a fazer: refere-se essencialmente à formação técnico-profissional do educando

Indissociável do aprender a conhecer, que lhe confere as bases teóricas, consiste essencialmente em aplicar, na prática, os seus conhecimentos teóricos. Atualmente existe outro ponto essencial a focar nesta aprendizagem, referente à comunicação. É essencial que cada indivíduo saiba comunicar. Não apenas reter e transmitir informação mas também interpretar e selecionar as torrentes de informação, muitas vezes contraditórias, com que somos bombardeados diariamente, analisar diferentes perspectivas, e refazer as suas próprias opiniões mediante novos fatos e informações.Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas.

 • Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.



Aprender a viver com os outros:

Este domínio da aprendizagem consiste num dos maiores desafios para os educadores, pois atua no campo das atitudes e valores. Cai neste campo o combate ao conflito, ao preconceito, às rivalidades milenares ou diárias. Se aposta na educação como veículo de paz, tolerância e compreensão; mas como fazê-lo?

O relatório para UNESCO não oferece receitas, mas avança uma proposta baseada em dois princípios: primeiro a “descoberta progressiva do outro” pois, sendo o desconhecido a grande fonte de preconceitos, o conhecimento real e profundo da diversidade humana combate diretamente este “desconhecido”. Depois e sempre, a participação em projetos comuns que surge como veículo preferencial na diluição de atritos e na descoberta de pontos comuns entre povos, pois, se analisarmos a História Humana, constataremos que o Homem tende a temer o desconhecido e a aceitar o semelhante. Hoje em dia os alunos tem que respeitar os professores como eles são respeitados em casa assim deve ser a manifestação do aluno.

Aprender a ser:

 Este tipo de aprendizagem depende diretamente dos outros três. Considera-se que a Educação deve ter como finalidade o desenvolvimento total do indivíduo “espírito e corpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade”.
À semelhança do aprender a viver com os outros, fala-se aqui da educação de valores e atitudes, mas já não direcionados para a vida em sociedade em particular, mas concretamente para o desenvolvimento individual.
Pretende-se formar indivíduos autônomos, intelectualmente ativos e independentes, capazes de estabelecer relações interpessoais, de comunicarem e evoluírem permanentemente, de intervirem de forma consciente e proativa na sociedade


Viviane Nascimento.

Aprender a aprender

"O aprendido é aquilo que fica depois que o esquecimento fez o seu trabalho". Rubem Alves. (este vídeo e longo os outros são trechos).

Aprender a fazer

"O pensamento só entra em ação quando ele é provocado pelo desejo. É o desejo que acorda o pensamento." Rubem Alves.



Aprender a Ser



Garotas infelizmente não consegui postar todos os trechos dos vídeos, mas se entrarem no youtube vão encontrar, cada um tem cerca de 4 min. 




quinta-feira, 13 de março de 2014

AULA 11/03/14 PRATICA DE ENSINO

 AULA 11/03/14  PRATICA DE ENSINO

Os quatro pilares da Educação são conceitos de fundamento da educação baseado no Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors.
No relatório editado sob a forma do livro: "Educação:Um Tesouro a Descobrir" de 1999 , a discussão dos "quatro pilares" ocupa todo o quarto capítulo, da página 89-102, onde se propõe uma educação direcionada para os quatro tipos fundamentais de educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros, aprender a ser, eleitos como os quatro pilares fundamentais da educação.
O ensino, tal como o conhecemos, debruça-se essencialmente sobre o domínio do aprender a conhecer e, em menor escala, do aprender a fazer. Estas aprendizagens, direcionadas para a aquisição de instrumentos de compreensão, raciocínio e execução, não podem ser consideradas completas sem os outros domínios da aprendizagem, muito mais complicados de explorar, devido ao seu caráter subjetivo e dependente da própria entidade educadora.

Aprender a conhecer: refere-se a aquisição dos instrumentos do conhecimento.
 Raciocínio lógico, compreensão, dedução, memória, ou seja, sobre os processos cognitivos por excelência. Contudo, deve existir a preocupação de despertar no estudante, não só estes processos em si, como o desejo de desenvolvê-los, a vontade de aprender, de querer saber mais e melhor. O ideal será sempre que a educação seja encarada, não apenas como um meio para um fim, mas também como um fim por si. Esta motivação pode apenas ser despertada por educadores competentes, sensíveis às necessidades, dificuldades e idiossincrasias* dos estudantes, capazes de lhes apresentarem metodologias adequadas, ilustradoras das matérias em estudos e facilitadoras da retenção e compreensão das mesmas.

*idiossincrasias: é uma característica de comportamento peculiar de um indivíduo ou um grupo, e é uma palavra de origem grega. O termo tem vários sentidos, depende onde é empregado, e também pode ser aplicado para símbolos que significam algo para uma pessoa em particular.

Aprender a fazer: refere-se essencialmente à formação técnico-profissional do educando
Indissociável do aprender a conhecer, que lhe confere as bases teóricas, consiste essencialmente em aplicar, na prática, os seus conhecimentos teóricos. Atualmente existe outro ponto essencial a focar nesta aprendizagem, referente à comunicação. É essencial que cada indivíduo saiba comunicar. Não apenas reter e transmitir informação mas também interpretar e selecionar as torrentes de informação, muitas vezes contraditórias, com que somos bombardeados diariamente, analisar diferentes perspectivas, e refazer as suas próprias opiniões mediante novos fatos e informações.Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas. • Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.

Aprender a viver com os outros:
Este domínio da aprendizagem consiste num dos maiores desafios para os educadores, pois atua no campo das atitudes e valores. Cai neste campo o combate ao conflito, ao preconceito, às rivalidades milenares ou diárias. Se aposta na educação como veículo de paz, tolerância e compreensão; mas como fazê-lo?
O relatório para UNESCO não oferece receitas, mas avança uma proposta baseada em dois princípios: primeiro a “descoberta progressiva do outro” pois, sendo o desconhecido a grande fonte de preconceitos, o conhecimento real e profundo da diversidade humana combate diretamente este “desconhecido”. Depois e sempre, a participação em projetos comuns que surge como veículo preferencial na diluição de atritos e na descoberta de pontos comuns entre povos, pois, se analisarmos a História Humana, constataremos que o Homem tende a temer o desconhecido e a aceitar o semelhante. Hoje em dia os alunos tem que respeitar os professores como eles são respeitados em casa assim deve ser a manifestação do aluno.

Aprender a ser:

Este tipo de aprendizagem depende diretamente dos outros três. Considera-se que a Educação deve ter como finalidade o desenvolvimento total do indivíduo “espírito e corpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade”.

À semelhança do aprender a viver com os outros, fala-se aqui da educação de valores e atitudes, mas já não direcionados para a vida em sociedade em particular, mas concretamente para o desenvolvimento individual.
Pretende-se formar indivíduos autônomos, intelectualmente ativos e independentes, capazes de estabelecer relações interpessoais, de comunicarem e evoluírem permanentemente, de intervirem de forma consciente e proativa na sociedade.


Bibliografia:
Delors, Jacques.Educação um tesouro a descobrir, Cortez editora.


Para Prox. Aula 

 A partir de leituras realizadas nas salas de aula sobre o papel da escola, faça uma flexão sobre o papel da escola e do ensino frente á realidade educacional atual.

Entregar até dia 25/03




terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Prática de ensino aula 25/02

Planejar para ensinar

Planejar as metas do trabalho pedagógico, o aluno tem que saber os finais dos periodos semana, quinzena, mês e ano.
 Pensar com antecedência as ações que se jugam necessárias.


Videos que interessantes: 
Escola sem Muros 


Para próx. Aula

Ler o capítulo 4 do livro do Livro Os quatro Pilares da Educação Pág. 89 a 101 para 11/03.

Texto completo utilizado em Aula

PLANEJAR PARA ENSINAR
Rosaura Soligo 

O planejamento ainda não tem ocupado o lugar que merece na prática de muitos professores e, infelizmente, não são raras as reações negativas diante da necessidade de planejar, talvez pelo fato de, em geral, estar associada a uma exigência burocrática. Mas, na verdade, a razão de ser do planejamento é orientar o ensino (e, consequentemente, favorecer a aprendizagem), portanto, a sua principal finalidade é didática. 

O ato de planejar é fundamental porque permite: 
Ter maior clareza de quais são as metas do trabalho pedagógico, ou seja, o que se pretende que os alunos saibam ao final de um período, que pode ser uma semana, um dia, um mês, um ano...; 
Pensar com antecedência as ações que se julgam necessárias para o alcance dos resultados desejados e sequenciá-las considerando os diferentes níveis de desafios colocados aos alunos; 
Avaliar o trabalho realizado, não apenas em relação aos resultados, mas também em relação às ações desenvolvidas ao longo do processo, o que pode contribuir para redirecioná-las (se o propósito for ajustar as propostas considerando as necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos); 
Verificar a coerência entre o que se pretende alcançar com os alunos e o que realmente acontece na sala de aula – isto é, entre o que se deseja obter em termos de resultado e o que efetivamente se faz para tanto. 
Desse ponto de vista, a situação de planejamento do trabalho pedagógico é uma situação de formação dos professores, das mais importantes, porque exige a ampliação do conhecimento sobre a razão das propostas, a busca das condições mais adequadas para alcançar os objetivos, a antecipação das ações a serem desenvolvidas e a avaliação do trabalho realizado (só para citar alguns aspectos). 
Um processo de planejamento que se pretende adequado precisa contemplar, de algum modo, quatro dimensões: a recorrência dos conteúdos, a diversidade e a provisoriedade das propostas e o coletivo como instância privilegiada de discussão e construção do próprio planejamento. 
A recorrência dos conteúdos tem a ver com a conquista dos objetivos propostos, pois sabemos que os objetivos não são alcançados todos em um só tempo e de forma igual para todos os alunos. Portanto, é preciso que os conteúdos – necessários para o desenvolvimento das capacidades tomadas como objetivos - estejam distribuídos no tempo de modo a, sempre que necessário, serem retomados e abordados em outros níveis de complexidade, em diferentes momentos durante o mesmo ano e/ou em diferentes anos de escolaridade. 
A diversidade relaciona-se com a heterogeneidade dos alunos em uma mesma turma e entre as turmas. Muitas vezes, em uma mesma faixa etária verificam-se conhecimentos, experiências e atitudes bem diferentes em relação a um determinado conteúdo, o que exige do professor encaminhamentos diferenciados. 
A provisoriedade refere-se à necessidade de reajustar o planejamento, de reformulá-lo à medida que, ao ser posto em prática, o professor consiga observar outros aspectos não considerados anteriormente. 
E o coletivo, como instância de discussão e construção do planejamento, expressa a convicção de que os resultados alcançados coletivamente, em um grupo de fato colaborativo, são muito superiores aos que cada profissional obtém sozinho. Portanto, nesse sentido, o trabalho coletivo é fundamental porque é uma contribuição não só para os próprios professores, que têm a chance de potencializar os conhecimentos uns dos outros, mas também para os alunos, que, mesmo de modo indireto, são beneficiados duplamente. Primeiro, porque assim contarão com professores mais bem preparados, o que é sempre um ganho para todos. E, depois, porque quando os professores têm uma experiência pessoal positiva de trabalho em colaboração, tendem a propor o mesmo para seus alunos e, a despeito das dificuldades iniciais, a insistir para que aprendam a trabalhar juntos de modo produtivo. Em geral, a discussão sobre a importância do planejamento e a insistência para que se planeje o trabalho pedagógico ocorrem muito mais no início do ano, porém essa deve ser uma prática contínua, assim como a avaliação, pois a qualidade do ensino e da aprendizagem dos alunos depende desses dois processos. 
O desafio é avaliar para planejar e planejar para intervir: portanto, embora nem sempre se compreendam as coisas desta maneira, a avaliação é sempre o ponto de partida para o planejamento contínuo de uma prática pedagógica que se pretende ajustada às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos. E não há prática pedagógica de qualidade quando não se considera o que podem os alunos e quando não se responde ao que eles precisam do ponto de vista da aprendizagem –são eles, afinal, os sujeitos a quem se destina a educação escolar. Isso significa que uma intervenção adequada (ou seja, uma ação ajustada a possibilidades e necessidades) só pode acontecer como resultado de um planejamento inteiramente apoiado na avaliação do que sabem ou não os alunos. 
Esse processo pressupõe níveis diferenciados de planejamento, que aqui estão abordados em quatro tipos: anual, periódico, quinzenal ou semanal (da rotina) e diário.
Planejamento anual 
É aquele em que são decididos os objetivos e conteúdos da série ou ciclo em cada área de conhecimento / componente curricular, assim como as formas de avaliação e acompanhamento pedagógico dos alunos durante o ano. É um trabalho que requer a discussão coletiva dos professores de forma a garantir o trabalho articulado na escola. 
Planejamento periódico 
Acontece durante o processo de trabalho, em períodos mais curtos do que o ano letivo (semestres, trimestres, bimestres). É nessa instância que habitualmente são detalhados os projetos e as sequências de atividades que darão sustentação ao trabalho pedagógico, compatibilizando as propostas previstas no planejamento anual e as que se mostram fundamentais a partir da avaliação das necessidades específicas de aprendizagem do grupo de alunos. 
Planejamento da rotina 
Também chamado de „organização do tempo pedagógico‟, esse tipo de planejamento, que pode ser quinzenal ou semanal, é destinado a detalhar ainda mais as propostas, considerando: a organização do espaço, a formação dos agrupamentos de alunos, a distribuição das atividades a serem realizadas durante o período, o material necessário para desenvolvê-las, a melhor forma de dar as orientações para realização das tarefas etc. A rotina pode ser parcialmente organizada em conjunto com os demais professores do mesmo ano/série, mas há uma parte que cabe ao professor que vai efetivamente trabalhar com sua turma. 
Planejamento diário
Esse é o momento de detalhar o que ainda for necessário para a aula do dia. Ainda que seja de responsabilidade de cada professor, é fundamental que a escola garanta momentos de discussão dos alcances e limites do que é proposto e obtido em cada turma específica: a oportunidade de avaliar coletivamente o andamento do trabalho de cada um favorece a troca de informações e de experiências constituindo-se, assim, num importante espaço de construção do conhecimento pedagógico de todos.
O planejamento, como se pode ver, deve ser muito bem cuidado, mas deve ter um caráter flexível também. Tal como nos ensina Carlos Matus1 (1997), “planejar não deve se confundir com a definição normativa do deve ser, mas englobar o pode ser e a vontade de fazer”. Então, por que tanta ênfase na necessidade de planejamento se no final das contas é preciso flexibilizá-lo? Porque a ação pedagógica só é verdadeiramente pedagógica se for „ajustada‟ aos alunos reais a que se destina: às suas possibilidades e necessidades de aprendizagem, às suas hipóteses sobre os conteúdos, às suas estratégias pessoais para resolver os problemas colocados pelas atividades e daí por diante. É certo que o trabalho com os alunos deve sempre se orientar pelos objetivos estabelecidos anteriormente, para que se possam selecionar os conteúdos e as formas mais pertinentes para abordá-los, mas é certo também que a clareza a respeito desses objetivos (ou seja, das capacidades que se pretendem desenvolver) é o que torna possível reorientar o trabalho a partir da avaliação do que os alunos podem e precisam aprender. Os professores sempre dizem – e é verdade – que o tempo que as crianças passam na escola é muito curto para tudo o que se deve ensinar. Por isso, é importantíssimo utilizá-lo da melhor maneira possível, para que elas se ocupem com situações significativas, que favoreçam de fato a aprendizagem, e não com atividades que nada acrescentam por serem fáceis demais ou estão acima do que podem realizar. O uso racional do tempo é uma competência profissional da maior importância para os professores. Uma competência que começa de questionamentos básicos, mas necessários: Como são organizadas as horas que os alunos permanecem na escola? O que é possível aprender durante esse tempo (800 horas por ano, considerando um período de quatro horas por dia)? Como dar conta dos conteúdos previstos para o ano? Como organizar a prática pedagógica de forma a cumprir o planejamento e, ao mesmo tempo, atender às demandas dos alunos? 

Assim, o tempo dedicado a cada componente curricular deve ser definido de forma muito criteriosa: é preciso garantir o trabalho com todas as áreas de conhecimento, considerar a natureza das propostas e distribuir o tempo de maneira justa. Às vezes, será necessário que as atividades sejam curtas para que os alunos não fiquem entediados e, às vezes, será necessário que se prolonguem porque demandam um tempo maior para a realização do que é solicitado. Essa dosagem tem a ver com o tipo de proposta, mas também com a capacidade de observação do professor: quando as crianças estão dispersas ou inquietas, geralmente é hora de parar.



 Há outras possibilidades de leitura do professor para as crianças, por exemplo: às vezes, é mais interessante ler um livro em capítulos ou um mesmo gênero textual durante toda a semana, por conta de outros objetivos que se tenham ou de determinados projetos que estejam em andamento. 
Outro aspecto importante a considerar é que, sendo esse tipo de rotina apropriado para o início do ano letivo de um 1º ano, as atividades permanentes de alfabetização têm a finalidade de familiarizar as crianças com os tipos de procedimento necessários para realizar as tarefas propostas, que são de „ler sem saber ler‟ e de „escrever sem saber escrever‟. 
Como se pode ver, se não houver um planejamento criterioso do tempo, com certeza a sensação será sempre de que „o dia não rendeu‟, pois são muitas coisas a fazer e, infelizmente, em nosso país, as crianças ainda permanecem poucas horas na escola... 
Na verdade, a organização do tempo é necessária para a aprendizagem não só dos alunos, mas também dos professores, em especial no que se refere à gestão de sala de aula. Essa é uma aprendizagem constante, pois a cada nova turma, novos desafios são colocados – o que se aprende sobre gestão de sala de aula em um ano nem sempre é transferível para o outro, pois cada turma é uma turma. 
Da mesma forma que não há como desenvolver um mesmo plano de ensino ano após ano, não é possível organizar rotinas de trabalho que sejam idênticas para todas as turmas. Nesse sentido, podemos afirmar que as rotinas, ainda que tenham estruturas parecidas, são sempre diferentes: cada uma deve ter um “toque” que evidencie as características do grupo específico para o qual foi elaborada e a história do trabalho realizado – uma história que é singular porque nunca se repete igualmente, por mais que se planeje o trabalho de modo semelhante. 

Rosaura Soligo (Brasil) 

Formada em Pedagogia e Psicologia, Mestre em Educação pela UNICAMP, atualmente professora de cursos de especialização para professores alfabetizadores e coordenadora de projetos do Instituto Abaporu de Educação e Cultura, com trabalhos de assessoria a Secretarias de Educação em vários municípios do país. Experiência com alfabetização de crianças, formação continuada, documentação da prática profissional, produção de material pedagógico e vídeos educativos. Membro da equipe de idealizadoras do PROFA (Programa de Formação de Professores Alfabetizadores) e de sua equipe de coordenação nacional. Pesquisadora colaboradora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Continuada (GEPEC), na Faculdade de Educação da UNICAMP. Co-organizadora do livro „Porque escrever é fazer história‟ (Ed. Alínea, 2007) junto com o Prof. Dr. Guilherme do Val Toledo Prado, e autora de vários artigos na área da educação.