terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Prática de ensino aula 25/02

Planejar para ensinar

Planejar as metas do trabalho pedagógico, o aluno tem que saber os finais dos periodos semana, quinzena, mês e ano.
 Pensar com antecedência as ações que se jugam necessárias.


Videos que interessantes: 
Escola sem Muros 


Para próx. Aula

Ler o capítulo 4 do livro do Livro Os quatro Pilares da Educação Pág. 89 a 101 para 11/03.

Texto completo utilizado em Aula

PLANEJAR PARA ENSINAR
Rosaura Soligo 

O planejamento ainda não tem ocupado o lugar que merece na prática de muitos professores e, infelizmente, não são raras as reações negativas diante da necessidade de planejar, talvez pelo fato de, em geral, estar associada a uma exigência burocrática. Mas, na verdade, a razão de ser do planejamento é orientar o ensino (e, consequentemente, favorecer a aprendizagem), portanto, a sua principal finalidade é didática. 

O ato de planejar é fundamental porque permite: 
Ter maior clareza de quais são as metas do trabalho pedagógico, ou seja, o que se pretende que os alunos saibam ao final de um período, que pode ser uma semana, um dia, um mês, um ano...; 
Pensar com antecedência as ações que se julgam necessárias para o alcance dos resultados desejados e sequenciá-las considerando os diferentes níveis de desafios colocados aos alunos; 
Avaliar o trabalho realizado, não apenas em relação aos resultados, mas também em relação às ações desenvolvidas ao longo do processo, o que pode contribuir para redirecioná-las (se o propósito for ajustar as propostas considerando as necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos); 
Verificar a coerência entre o que se pretende alcançar com os alunos e o que realmente acontece na sala de aula – isto é, entre o que se deseja obter em termos de resultado e o que efetivamente se faz para tanto. 
Desse ponto de vista, a situação de planejamento do trabalho pedagógico é uma situação de formação dos professores, das mais importantes, porque exige a ampliação do conhecimento sobre a razão das propostas, a busca das condições mais adequadas para alcançar os objetivos, a antecipação das ações a serem desenvolvidas e a avaliação do trabalho realizado (só para citar alguns aspectos). 
Um processo de planejamento que se pretende adequado precisa contemplar, de algum modo, quatro dimensões: a recorrência dos conteúdos, a diversidade e a provisoriedade das propostas e o coletivo como instância privilegiada de discussão e construção do próprio planejamento. 
A recorrência dos conteúdos tem a ver com a conquista dos objetivos propostos, pois sabemos que os objetivos não são alcançados todos em um só tempo e de forma igual para todos os alunos. Portanto, é preciso que os conteúdos – necessários para o desenvolvimento das capacidades tomadas como objetivos - estejam distribuídos no tempo de modo a, sempre que necessário, serem retomados e abordados em outros níveis de complexidade, em diferentes momentos durante o mesmo ano e/ou em diferentes anos de escolaridade. 
A diversidade relaciona-se com a heterogeneidade dos alunos em uma mesma turma e entre as turmas. Muitas vezes, em uma mesma faixa etária verificam-se conhecimentos, experiências e atitudes bem diferentes em relação a um determinado conteúdo, o que exige do professor encaminhamentos diferenciados. 
A provisoriedade refere-se à necessidade de reajustar o planejamento, de reformulá-lo à medida que, ao ser posto em prática, o professor consiga observar outros aspectos não considerados anteriormente. 
E o coletivo, como instância de discussão e construção do planejamento, expressa a convicção de que os resultados alcançados coletivamente, em um grupo de fato colaborativo, são muito superiores aos que cada profissional obtém sozinho. Portanto, nesse sentido, o trabalho coletivo é fundamental porque é uma contribuição não só para os próprios professores, que têm a chance de potencializar os conhecimentos uns dos outros, mas também para os alunos, que, mesmo de modo indireto, são beneficiados duplamente. Primeiro, porque assim contarão com professores mais bem preparados, o que é sempre um ganho para todos. E, depois, porque quando os professores têm uma experiência pessoal positiva de trabalho em colaboração, tendem a propor o mesmo para seus alunos e, a despeito das dificuldades iniciais, a insistir para que aprendam a trabalhar juntos de modo produtivo. Em geral, a discussão sobre a importância do planejamento e a insistência para que se planeje o trabalho pedagógico ocorrem muito mais no início do ano, porém essa deve ser uma prática contínua, assim como a avaliação, pois a qualidade do ensino e da aprendizagem dos alunos depende desses dois processos. 
O desafio é avaliar para planejar e planejar para intervir: portanto, embora nem sempre se compreendam as coisas desta maneira, a avaliação é sempre o ponto de partida para o planejamento contínuo de uma prática pedagógica que se pretende ajustada às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos. E não há prática pedagógica de qualidade quando não se considera o que podem os alunos e quando não se responde ao que eles precisam do ponto de vista da aprendizagem –são eles, afinal, os sujeitos a quem se destina a educação escolar. Isso significa que uma intervenção adequada (ou seja, uma ação ajustada a possibilidades e necessidades) só pode acontecer como resultado de um planejamento inteiramente apoiado na avaliação do que sabem ou não os alunos. 
Esse processo pressupõe níveis diferenciados de planejamento, que aqui estão abordados em quatro tipos: anual, periódico, quinzenal ou semanal (da rotina) e diário.
Planejamento anual 
É aquele em que são decididos os objetivos e conteúdos da série ou ciclo em cada área de conhecimento / componente curricular, assim como as formas de avaliação e acompanhamento pedagógico dos alunos durante o ano. É um trabalho que requer a discussão coletiva dos professores de forma a garantir o trabalho articulado na escola. 
Planejamento periódico 
Acontece durante o processo de trabalho, em períodos mais curtos do que o ano letivo (semestres, trimestres, bimestres). É nessa instância que habitualmente são detalhados os projetos e as sequências de atividades que darão sustentação ao trabalho pedagógico, compatibilizando as propostas previstas no planejamento anual e as que se mostram fundamentais a partir da avaliação das necessidades específicas de aprendizagem do grupo de alunos. 
Planejamento da rotina 
Também chamado de „organização do tempo pedagógico‟, esse tipo de planejamento, que pode ser quinzenal ou semanal, é destinado a detalhar ainda mais as propostas, considerando: a organização do espaço, a formação dos agrupamentos de alunos, a distribuição das atividades a serem realizadas durante o período, o material necessário para desenvolvê-las, a melhor forma de dar as orientações para realização das tarefas etc. A rotina pode ser parcialmente organizada em conjunto com os demais professores do mesmo ano/série, mas há uma parte que cabe ao professor que vai efetivamente trabalhar com sua turma. 
Planejamento diário
Esse é o momento de detalhar o que ainda for necessário para a aula do dia. Ainda que seja de responsabilidade de cada professor, é fundamental que a escola garanta momentos de discussão dos alcances e limites do que é proposto e obtido em cada turma específica: a oportunidade de avaliar coletivamente o andamento do trabalho de cada um favorece a troca de informações e de experiências constituindo-se, assim, num importante espaço de construção do conhecimento pedagógico de todos.
O planejamento, como se pode ver, deve ser muito bem cuidado, mas deve ter um caráter flexível também. Tal como nos ensina Carlos Matus1 (1997), “planejar não deve se confundir com a definição normativa do deve ser, mas englobar o pode ser e a vontade de fazer”. Então, por que tanta ênfase na necessidade de planejamento se no final das contas é preciso flexibilizá-lo? Porque a ação pedagógica só é verdadeiramente pedagógica se for „ajustada‟ aos alunos reais a que se destina: às suas possibilidades e necessidades de aprendizagem, às suas hipóteses sobre os conteúdos, às suas estratégias pessoais para resolver os problemas colocados pelas atividades e daí por diante. É certo que o trabalho com os alunos deve sempre se orientar pelos objetivos estabelecidos anteriormente, para que se possam selecionar os conteúdos e as formas mais pertinentes para abordá-los, mas é certo também que a clareza a respeito desses objetivos (ou seja, das capacidades que se pretendem desenvolver) é o que torna possível reorientar o trabalho a partir da avaliação do que os alunos podem e precisam aprender. Os professores sempre dizem – e é verdade – que o tempo que as crianças passam na escola é muito curto para tudo o que se deve ensinar. Por isso, é importantíssimo utilizá-lo da melhor maneira possível, para que elas se ocupem com situações significativas, que favoreçam de fato a aprendizagem, e não com atividades que nada acrescentam por serem fáceis demais ou estão acima do que podem realizar. O uso racional do tempo é uma competência profissional da maior importância para os professores. Uma competência que começa de questionamentos básicos, mas necessários: Como são organizadas as horas que os alunos permanecem na escola? O que é possível aprender durante esse tempo (800 horas por ano, considerando um período de quatro horas por dia)? Como dar conta dos conteúdos previstos para o ano? Como organizar a prática pedagógica de forma a cumprir o planejamento e, ao mesmo tempo, atender às demandas dos alunos? 

Assim, o tempo dedicado a cada componente curricular deve ser definido de forma muito criteriosa: é preciso garantir o trabalho com todas as áreas de conhecimento, considerar a natureza das propostas e distribuir o tempo de maneira justa. Às vezes, será necessário que as atividades sejam curtas para que os alunos não fiquem entediados e, às vezes, será necessário que se prolonguem porque demandam um tempo maior para a realização do que é solicitado. Essa dosagem tem a ver com o tipo de proposta, mas também com a capacidade de observação do professor: quando as crianças estão dispersas ou inquietas, geralmente é hora de parar.



 Há outras possibilidades de leitura do professor para as crianças, por exemplo: às vezes, é mais interessante ler um livro em capítulos ou um mesmo gênero textual durante toda a semana, por conta de outros objetivos que se tenham ou de determinados projetos que estejam em andamento. 
Outro aspecto importante a considerar é que, sendo esse tipo de rotina apropriado para o início do ano letivo de um 1º ano, as atividades permanentes de alfabetização têm a finalidade de familiarizar as crianças com os tipos de procedimento necessários para realizar as tarefas propostas, que são de „ler sem saber ler‟ e de „escrever sem saber escrever‟. 
Como se pode ver, se não houver um planejamento criterioso do tempo, com certeza a sensação será sempre de que „o dia não rendeu‟, pois são muitas coisas a fazer e, infelizmente, em nosso país, as crianças ainda permanecem poucas horas na escola... 
Na verdade, a organização do tempo é necessária para a aprendizagem não só dos alunos, mas também dos professores, em especial no que se refere à gestão de sala de aula. Essa é uma aprendizagem constante, pois a cada nova turma, novos desafios são colocados – o que se aprende sobre gestão de sala de aula em um ano nem sempre é transferível para o outro, pois cada turma é uma turma. 
Da mesma forma que não há como desenvolver um mesmo plano de ensino ano após ano, não é possível organizar rotinas de trabalho que sejam idênticas para todas as turmas. Nesse sentido, podemos afirmar que as rotinas, ainda que tenham estruturas parecidas, são sempre diferentes: cada uma deve ter um “toque” que evidencie as características do grupo específico para o qual foi elaborada e a história do trabalho realizado – uma história que é singular porque nunca se repete igualmente, por mais que se planeje o trabalho de modo semelhante. 

Rosaura Soligo (Brasil) 

Formada em Pedagogia e Psicologia, Mestre em Educação pela UNICAMP, atualmente professora de cursos de especialização para professores alfabetizadores e coordenadora de projetos do Instituto Abaporu de Educação e Cultura, com trabalhos de assessoria a Secretarias de Educação em vários municípios do país. Experiência com alfabetização de crianças, formação continuada, documentação da prática profissional, produção de material pedagógico e vídeos educativos. Membro da equipe de idealizadoras do PROFA (Programa de Formação de Professores Alfabetizadores) e de sua equipe de coordenação nacional. Pesquisadora colaboradora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Continuada (GEPEC), na Faculdade de Educação da UNICAMP. Co-organizadora do livro „Porque escrever é fazer história‟ (Ed. Alínea, 2007) junto com o Prof. Dr. Guilherme do Val Toledo Prado, e autora de vários artigos na área da educação. 






segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Sociologia - Aula 24-02

Meksenas - Segundo Meksenas (2002), a educação nasce quando se transmite e se assegura as outras pessoas o conhecimento de crenças, técnicas e hábitos que um grupo social já desenvolveu, a partir de suas experiências de sobrevivência. Neste sentido, pode-se afirmar que o nascimento da educação surge quando o ser humano sente a necessidade de converter as suas práticas cotidianas ao seu semelhante.  Ainda afirma que, em uma visão funcionalista, a educação nas sociedades tem a tarefa de mostrar que os interesses individuais só se realizam plenamente através dos interesses sociais. Sendo assim, a educação ao socializar o indivíduo, mostra a este que sozinho, o ser humano não sobrevive, e que ele só pode desenvolver as suas potencialidades estando em contato com o meio social, ou seja, com as outras pessoas.

Fonte:http://meuartigo.brasilescola.com/educacao/a-educacao-no-brasil-na-atualidade.htm

Resumo da Aula


http://pt.slideshare.net/alexsandrasantana370/sociologia-31901832#


Para próx. Aula 10/03 

Resumo Meksenas pag. 66 a 69

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

AULA  20 / 02 / 2014  FILOSOFIA

O que é mito?
 São narrativas utilizadas pelos povos gregos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza, as origens do mundo e do homem, que não eram compreendidos por eles.
Atualmente, nós os criamos também para explicar o inexplicável e fenômenos da natureza. Mito nem sempre é utilizado na simbologia correta, porque também é usado em referência as crenças comuns que não tem fundamento objetivo ou científico.

Qual a função do mito?
1. Explicar – o presente é explicado por alguma ação que aconteceu no passado, cujos efeitos não foram apagados pelo tempo, como por exemplo, uma constelação existe porque, há muitos anos, crianças fugitivas e famintas morreram na floresta, mas uma deusa levou-as para o céu e transformou-as em estrelas.
2. Organizar – o mito organiza as relações sociais, de modo a legitimar e determinar um sistema complexo de permissões e proibições. O mito de Édipo existe em várias sociedades e tem a função de garantir a proibição do incesto, por exemplo. O “castigo” destinado a quem não obedece às regras funciona como “intimidação” e garante a manutenção do mito.
3. Compensar – o mito conta algo que aconteceu e não é mais possível de acontecer, mas que serve tanto para compensar os humanos por alguma perda, como para garantir-lhes que esse erro foi corrigido no presente, oferecendo uma visão estabilizada da Natureza e do meio que a cerca (Chauí, p. 162).

MITO DA CAVERNA
Platão escreveu o mito da caverna para explicar a natureza humana e nos remete para a situação que muitos seres humanos vivem, num mundo de ilusão, e presos por crenças errôneas, preconceitos, ideias falsas, e por isso vivem em um mundo com poucas possibilidades, assim como os homens na caverna.

Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após
geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão
algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e
a olhar apenas para frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os
lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo
que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.
A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os
prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual
foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de
marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo
tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas. Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros
enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas,
mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.
Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas
são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem
saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos
reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a
fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda luminosidade possível é a que
reina na caverna.
Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria
um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os
outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos
anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e,
deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.
Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade
é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se
com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo
no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua
vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no
fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria
desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não
acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas
caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em
afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por
matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos
demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.
O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das
estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o
prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do
sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias
verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo
e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a
visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam,
espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo à condenação de Sócrates
à morte pela assembléia ateniense)? Porque imaginam que o mundo sensível é o
mundo real e o único verdadeiro.

PAPEL DO EDUCADOR:
Levar do conhecimento cotidiano (senso comum) para o conhecimento científico (senso filosófico), ou seja, sair do senso comum e ampliar para o senso filosófico, levando o educando a desenvolver uma consciência crítica.
Segundo LUCKESI, nas relações entre Filosofia e Educação, só existem realmente 2 opções: ou se pensa e se reflete sobre o que se faz e assim realiza uma ação educativa consciente, ou não se reflete criticamente e se executa uma ação pedagógica a partir de uma concepção mais ou menos obscura e opaca existente na cultura vivida do dia a dia e assim realiza uma ação educativa com baixo nível de consciência.
Para entender melhor assistam ao vídeo.




BIBLIOGRAFIA:
http://www.infoescola.com/filosofia/origem-e-funcao-do-mito/
CHAUÍ, Marilena.Convite à Filosofia, São Paulo: Editora Ática, 2000.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da Educação, São Paulo: Editora Cortez, 2005.
Anotações pessoais em sala.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014




Estou de férias mas o blog está no ar... Vivi Nascimento a 1000!!! Mantendo tudo atualizado!!!

AULA 18/02/2014 PRÁTICA DE ENSINO II


AULA  18/02/2014  PRÁTICA DE ENSINO II

(Postagem Viviane Nascimento)


PLANEJAMENTO  E  PLANO DE AULA

Planejamento:  Planejar é analisar uma dada realidade, refletindo sobre as condições existentes e  prever formas alternativas de ação para superar dificuldades  alcançar objetivos desejados.
Para realizar esta tarefa temos que verificar:
Nosso objetivo, refletir, conhecer o educando, conhecer o assunto e o contexto em que está inserida a escola que iremos trabalhar.
O que pretendemos realizar?
O que vamos fazer?
O que e como devemos analisar a situação para verificar se o que aprendemos foi atingido.
Plano:  é resultado, um esboço das conclusões resultantes do processo mental do planejar, pode ou não assumir uma forma escrita.
Para elaborar o plano de trabalho ou plano de aula, é necessário:
Objetivo: o que quero ensinar.
Conteúdo: o que vou ensinar.
Metodologia (procedimento, estratégia): como vou ensinar.

TIPOS DE PLANEJAMENTO NA ÁREA DA EDUCAÇÃO


Planejamento  de um sistema educacional:
Esse planejamento é feito a nível sistêmico, ou seja, nacional, estadual e municipal. Este planejamento reflete a política de educação adotada. Análise e reflexão do sistema educacional para verificar as dificuldades , prever soluções e também definir prioridades e metas para aperfeiçoamento do sistema educacional.
Planejamento escolar:
É o planejamento geral das atividades de uma escola, processo de tomada de decisão quanto aos objetivos a serem atingidos e a previsão das ações tanto pedagógicas como administrativas, que devem ser executados por toda equipe para o bom funcionamento da escola. Na teoria isto deveria ser feito por toda comunidade ( professores, funcionários, pais e alunos ).
O resultado deste tipo de planejamento é o plano escolar que deve ser elaborado e executado por toda equipe da escola.
Ao realizar o processo de planejamento de suas atividades, cada escola segue  um esquema de ação, mas em geral, as etapas são as seguintes:
-Sondagem e diagnóstico da realidade da escola.
-Definição dos objetivos e prioridades.
-Proposição da organização geral da escola.( quadro curricular, carga horária, calendário, critérios de agrupamentos dos alunos, definição do sistema de avaliação)
-Elaboração de plano de curso contendo as programações das atividades curriculares.
-Elaboração do sistema disciplinar da escola.
-Atribuir funções a todos participantes da equipe escolar ( direção, corpo docente, corpo discente, equipe pedagógica, administrativa, de limpeza, entre outros.
O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ( PPP) É ELABORADO NO PLANEJAMENTO ESCOLAR, pode ser chamado também de proposta pedagógica.

Planejamento curricular: 
É a previsão dos componentes curriculares que serão desenvolvidos ao longo do curso. É necessário definir claramente a concepção filosófica que vai nortear os fins e objetivos da ação educativa. A  elaboração geral do plano curricular deve seguir as diretrizes fixadas:
-pelo Conselho Federal de Educação.
-pelo Conselho Estadual de Educação.
Planejamento didático ou de ensino:
É a especificação e operacionalização do plano curricular.Tudo que será trabalhado no semestre ou ano. Abaixo vemos os tipos de planejamento didático ou de ensino:
-planejamento de curso: previsão dos conhecimentos a serem desenvolvidos e das atividades a serem realizadas em uma determinada classe, durante um certo período de tempo.
-planejamento de unidade didática ou de ensino: segundo PILETTI, em seu livro, Didática Geral, o professor deve estabelecer três etapas; apresentação, desenvolvimento e integração.
-planejamento de aula:  o professor especifica e operacionaliza os procedimentos diários, para concretização dos planos de curso e de unidade.

FUNÇÕES DO PLANEJAMENTO

O trabalho planejado contribui para:
-Atingir objetivos desejados
-Superar dificuldades
-Controlar improvisação
Ao planejar devemos observar os seguintes pontos:
-refletir sobre a aula
-avaliar nosso trabalho
-se o plano de aula não deu certo, verificar o que deu errado e replanejar.
-o que posso fazer para melhorar a aula para que o aluno aprenda( em uma sala de aula pode haver alguns que não conseguem acompanhar a classe, não podemos deixá-los para trás, temos que fazer com que eles também acompanhem a turma).
Resumindo: processo de AÇÃO-REFLEXÃO-AÇÃO.

BIBLIOGRAFIA: 
Vou ficar devendo, porém breve farei a retratação.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

AULA SOCIOLOGIA 17 /02 /2014

Olhem só o resumo que a Viviane preparou Aproveitem!!!

AULA  SOCIOLOGIA      17 /02 /2014

Pag. 33 a 39

Para Durkheim, a sociedade é um corpo social; ele era extremamente severo com as leis a ponto de quem não se encaixar naquele padrão ficar fora da sociedade.
Na interpretação dele cada instituição é um órgão deste corpo social e um depende do outro para a sociedade se desenvolver harmoniosamente. Se há uma falha o conjunto fica prejudicado; esta visão social é o que ele denomina de Funcionalismo.
Para que a sociedade seja saudável e harmoniosa é necessária a existência da moral social ou consciência coletiva e como vimos no vídeo apresentado em sala é aí que a escola entra, com papel de suma importância pois a escola transmite os valores da sociedade.
Durkheim percebeu que além da moral social, há também um elemento integrador da ordem social, que é a divisão do trabalho social que gera solidariedade, quando se fala em solidariedade não é no sentido cristão ou do senso comum e sim no sentido de solidariedade orgânica, onde há uma relação de interdependência das funções; voltando ao vídeo ele mostra claramente esta relação na escola, por exemplo, sem merendeira não  tem lanche; sem a faxineira não tem limpeza; sem professor não temos aula, como afirmou a diretora ao dizer que se falta um , o todo fica prejudicado, ou seja , não funciona como deveria funcionar.
Além da moral e da divisão do trabalho social, Durkeheim diz que  a educação também é integrador do indivíduo  à sociedade. A função social dela é evitar contradição entre interesses pessoais e sociais.
 A educação, ao socializar o indivíduo, mostra a ele que sozinho o ser humano não sobrevive; a educação é para formar o cidadão. Durkheim percebeu que a convivência em sociedade é impossível sem educação: elemento adaptador e normalizador básico na integração indivíduo-sociedade.
A educação é una e múltipla, una porque reproduz a sociedade e múltipla pois é uma soma de conhecimentos distintos, ou seja, mais específico e é importante pois transmite a moral social.

Link do vídeo: http://youtu.be/SMaxxNEqk7U

Bibliografia: Meksenas, Paulo. Sociologia da educação. São Paulo, Edições Loyola, 2003.