segunda-feira, 26 de maio de 2014

Resumo Prática de ensino

PRATICA DE ENSINO II

ESTUDAR:
*      Perspectivas atuais da educação (GADOTTI)
*      Cuidar da aprendizagem (PEDRO DEMO)
*      A interação professor aluno (HAYDT)
*      Dez questões a considerar (ROSAURA SOLIGO)
*      Competência e profissionalismo ( NILSON JOSÉ MACHADO)
*      A criança e o número (CONSTANCE KAMII)


PERSPECTIVAS ATUAIS DA EDUCAÇÃO by Vivi Nascimento

Para GADOTTI, perspectiva é uma antecipação qualquer do futuro, falar de perspectiva é falar de esperança no futuro.
PERSPECTIVA do latim perspectivus examinar atentamente até o fim.
Todas as mudanças vividas nos últimos 30 anos, como por exemplo, a globalização, os avanços rápidos da tecnologia, os diversos movimentos sociais acarretaram numa expectativa Geraldo que será o futuro.
O homem é seu próprio inimigo e ao contrário do que se imaginava anteriormente, de que a guerra acabaria com ele, agora é a falta de controle da produção industrial é que pode sim acabar com a vida em nosso planeta.
Segundo GADOTTI, a educação voltada para o futuro será sempre contestadora e vai superar os limites tanto do estado quanto do mercado.
A escola hoje tem o papel de gestora do conhecimento, uma vez que, espaços sociais e domiciliares tornaram-se espaço de ensino-aprendizagem, em especial o ensino à distância,com tudo isso ocorrendo é necessário ter projetos, dados e fazer sua própria inovação, ou seja, uma reestruturação curricular para alcançar a cidadania.
O professor educador deve ser sensível e consciente, por fim GADOTTI retoma os 4 pilares da educação de Delors(1998) que aponta o indivíduo da sociedade do conhecimento como um ser que necessita de uma aprendizagem ao longo da vida que está calçada nos seguintes pilares:

Aprender a conhecer
Aprender a fazer
Aprender a viver juntos
Aprender a ser

Esses pilares podem ser considerados como uma bússola no sentido de levar a educação rumo ao futuro, a escola tem que se adequar ao novo papel da educação.

CUIDAR DA APRENDIZAGEM by Alexsandra Santana

O autor diz que professor não é quem da aula, mas sim aquele que cuida da aprendizagem, sendo que, cuidar no sentido de um ensino que não seja mera transmissão de conhecimento, mas sim ensino libertador, realizado com compromisso ético e técnico que investe na emancipação do educando.
Segundo Pedro Demo, o ensino é de dentro para fora e o aluno é o centro e o professor, mais do que dominar conteúdos, deve ensinar ao aluno a ter a capacidade de pensar.
O educador deve refletir sobre sua práxis educativa, no sentido de repensar o caráter ideológico que a orienta: “Estamos dando aula ou cuidando da aprendizagem?” Ele também deve se reconhecer como elemento transformador da realidade social de cada aluno e ser capaz de promover um ensino disruptivo, que provoca o aluno a pensar, desenvolver argumentos, ter opinião formada e principalmente aprender a aprender.

Papel do aluno: pesquisar e elaborar, saber produzir conhecimentos e não copiar ou reproduzir.

Papel do professor: ensinar o aluno a pesquisar, elaborar para que ele tenha condições de produzir conhecimento.



A INTERAÇÃO PROFESSOR-ALUNO

Uma boa interação professor-aluno contribui de forma positiva levando o aluno a assimilar conhecimentos, desenvolver hábitos e atitudes de convívio social, cooperação e respeito humano. É na relação com o educando que o educador estimula, ativa, orienta o aluno no seu interesse e esforço individual, orientando-os na sua aprendizagem.
Na relação professor-aluno, destacamos 2 funções:
Incentivadora- incentivar o educando para manifestar seu interesse
Orientadora- orientando-o a sistematizar seu próprio conhecimento.
Esta relação na verdade é uma permuta de ideias, conhecimentos, ideais e valores que influenciam na formação da personalidade.
Na relação pedagógica, o diálogo é fundamental para estabelecer uma aprendizagem de valores e é nesse diálogo que o professor aprende com o aluno e passa a tomar conhecimento de habilidades e valores que o aluno traz de seu ambiente familiar.
AUTORIDADE                             X                      AUTORITARISMO
É um valor e tem a ver com                                           pensa tudo saber e nada mais
uma conquista de disciplina                                           quer aprender,impor disciplina.


DEZ QUESTÕES IMPORTANTES A CONSIDERAR

Variáveis que interferem nos resultados do trabalho pedagógico

Para aplicar as 10 questões levantadas por Rosaura Soligo é necessário conhecer nossa história , nosso contexto.O desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de problemas se expressa, principalmente, no planejamento de situações de ensino e aprendizagem difíceis e possíveis ao mesmo tempo, ou seja, em atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos. Uma prática desse tipo pressupõe:

ü  favorecer a construção da autonomia intelectual dos alunos;
ü  considerar e atender às diversidades na sala de aula;
ü  favorecer a interação e a cooperação;
ü  analisar o percurso de aprendizagem e o conhecimento prévio dos alunos;
ü  mobilizar a disponibilidade para a aprendizagem;
ü  articular objetivos de ensino e objetivos de realização dos alunos;
ü  criar situações que aproximem, o mais possível, "versão escolar" e "versão social" das práticas e conhecimentos que se convertem em conteúdos na escola;
ü  organizar racionalmente o tempo;
ü  organizar o espaço em função das propostas de ensino e aprendizagem;
ü  selecionar materiais adequados ao desenvolvimento do trabalho;
ü  avaliar os resultados obtidos e redirecionar as propostas, se eles não forem satisfatórios.

Para desenvolver um trabalho pedagógico orientado por esses propósitos, é preciso que os professores tornem-se cada vez mais capazes de:
ü  analisar a realidade, que é o contexto da própria atuação;
ü  planejar a ação a partir da realidade à qual se destina;
ü  antecipar possibilidades que permitam planejar intervenções com antecedência;
ü  identificar e caracterizar problemas (obstáculos, dificuldades, distorções, inadequações...);
ü  priorizar o que é relevante para a solução dos problemas identificados e autonomia para tomar as medidas que ajudam a solucioná-los;
ü  buscar recursos e fontes de informação que se mostrem necessários;
ü  compreender a natureza das diferenças entre os alunos;
ü  estar aberto e disponível para a aprendizagem;
ü  trabalhar em colaboração com os pares;
ü  refletir sobre a própria prática;
ü  utilizar a leitura e a escrita em favor do desenvolvimento pessoal e profissional.

O que garante os resultados

A observação da realidade e algumas pesquisas sobre o ensino e a aprendizagem vêm indicando que há um conjunto de variáveis que interferem nos resultados (positivos ou negativos) do trabalho pedagógico. As principais são as seguintes:

1. A concepção de ensino e aprendizagem do professor e o nível de conhecimento profissional de que dispõe.
2. A crença do aluno na sua própria capacidade de aprender e o reconhecimento e a valorização dos seus próprios saberes.
3. O contexto escolar em que as situações de ensino e aprendizagem3
 acontecem.
4. O contrato didático que rege as situações de ensino e aprendizagem.
5. A relação professor-aluno.
6. O planejamento prévio do trabalho pedagógico.
7. As condições de realização das atividades propostas.
8. A intervenção do professor durante as atividades.
9. A gestão da sala de aula.
10. A relação da família com a aprendizagem dos alunos e com a proposta pedagógica.

Por que nem sempre conseguimos ensinar a todos?
Cada vez mais os educadores vêm procurando nas suas propostas de ensino as razões da ineficácia da aprendizagem. Quando as atividades "não dão certo", geralmente o problema está relacionado a uma das dez variáveis abordadas neste texto, e não à falta de capacidade dos alunos. Esse redirecionamento do olhar dos educadores tem uma grande importância política, pois revela uma atitude profissional da maior seriedade: a responsabilidade pelos resultados do próprio trabalho. Numa categoria que luta a duras penas pela profissionalização – como é o magistério – essa atitude é uma grande conquista. Significa que os professores começam a se sentir responsáveis não só pelo sucesso mas também pelo fracasso na aprendizagem dos seus alunos, assim como é de se esperar, considerando todas as especificidades dessas profissões, que médicos se sintam responsáveis pelo fracasso na cura dos seus doentes; engenheiros, pelo fracasso nas construções e máquinas que projetam; advogados, pelo fracasso na defesa de seus clientes; publicitários, pelo fracasso das campanhas que inventaram...


COMPETÊNCIA E PROFISSIONALISMO

Competência e profissionalismo são duas palavras muito presentes no discurso educacional, ainda que com conotações variadas, oscilando, algumas vezes, entre pólos antagônicos.

Competência : saber fazer- know how – savoir fair
Profissionalismo: saber técnico.

A atuação do profissional deve pautar-se necessariamente em um repertório de valores socialmente acordados tendo por base princípios fundadores que ultrapassam em muito a busca do lucro, do benefício pessoal, é impossível compreender suas ações sem uma perspectiva ética.
Como se sabe, a Ética e a Moral dizem respeito aos valores. No entanto, ainda que tais termos sejam utilizados hoje de modo razoavelmente indistinto, eles têm origens diversas e a compreensão de tal distinção pode ser útil para a compreensão do lugar da Ética no exercício profissional. O termo "Moral" é de origem latina (mos, moris), associado a regras, a costumes, a modos de procedimentos; já o termo "Ética" origina-se do grego ethos, estando associado a uma reflexão sobre os costumes, ou sobre a moral, fundada em princípios que transcendem a mera consolidação de hábitos. Trata-se de uma distinção sutil, mas fundamental. A Ética e a Moral dizem respeito a normas de conduta, que expressam valores e que regulam as ações, os fatos.

A CRIANÇA E O NÚMERO

O livro aborda os processos envolvidos na construção do conceito de número pelas crianças e ajuda o professor a observar como elas pensam a fim de entender a lógica existente nos erros.
O texto enfatiza que uma criança ativa e curiosa não aprende Matemática memorizando, repetindo e exercitando, mas resolvendo situações-problema, enfrentando obstáculos cognitivos e utilizando os conhecimentos que sejam frutos de sua inserção familiar e social. Ao mesmo tempo, os avanços conquistados pela didática da Matemática nos permitem afi rmar que é com o uso do número, da análise e da refl exão sobre o sistema de numeração que os pequenos constroem conhecimentos a esse respeito.  O professor deve levar em conta ao propor atividades numéricas, como encorajar as crianças a colocar objetos em relação, pensar sobre os números e interagir com seus colegas. 

Autonomia : direito do indivíduo governar a si mesmo, agir por leis próprias, na educação a criança não deve ser levada a dizer algo que não acredita, o professor tem a missão de estimular o pensamento espontâneo da criança .

Heteronomia : pensar pela cabeça do outro, reproduzir pensamento do outro.
O professor deve criar situações de encorajamento, ou seja, a criança deve ser estimulada a construir a estrutura mental do numero e assimilar as palavras a esta estrutura.
O ensino tradicional apenas reforça a heteronomia, por exemplo, ao dar um exercício e apenas corrigir marcando certo ou errado e não mostrar onde o aluno errou, formando indivíduos que apenas reproduzem, não sabem expor ideias ou ser crítico

quarta-feira, 21 de maio de 2014

RESUMO FILOSOFIA

RESUMO FILOSOFIA

O nascimento da lógica (Chauí, p. 226 a 241).
Lógica: uma conclusão tirada por alguém, mas o que já sabemos nos faz julgar que a conclusão é indevida e deveria ser outra. Coerência , raciocínio.
Lógico: tirar uma conclusão do que nos parece óbvia.
Dá-se o nome de Lógica aristotélica ao sistema lógico desenvolvido por Aristóteles a quem se deve o primeiro estudo formal do raciocínio. Dois dos princípios centrais da lógica aristotélica são a lei da não-contradição e a lei do terceiro excluído. A lógica aristotélica, em particular, a teoria do silogismo, é apenas um fragmento da assim chamada lógica tradicional e é um instrumento que antecede o exercício do pensamento e da linguagem.
Ao usarmos as palavras lógico e lógica, estamos participando de uma tradição de pensamento que se origina da filosofia grega.

Logos.....linguagem – discurso
               Pensamento – conhecimento
Platão dizia que através da dialética ( diálogo ou uma conversa em que os interlocutores possuem opiniões opostas sobre algo e devem argumentar de modo a passar das opiniões contrárias à mesma ideia ) é possível conhecer a essência e sair da aparência.

Filosofia da educação ( Reboul)

A filosofia da educação é um ramo da FILOSOFIA.
A filosofia visa por em questão tudo que acreditamos poder saber e nos dá condições para refletirmos sobre a condição humana. A educação moral é possível quando tenho a capacidade de reflexão.
Nenhum domínio da existência humana escapa à interrogação filosófica.
A educação é uma parte da existência humana. O homem se distingue do animal através do trabalho, cultura e linguagem, porém, não existe nada disso sem educação.
Segundo Kant: “ O homem não pode se tornar homen senão pela educação”.


Conceito de educação ( Aranha, p. 50 a 76)

A educação é um fator importante para humanização e socialização.
Ato de educar; o ato pedagógico tem 3 componentes: um agente, mensagem e um educando. O ensino consiste na transmissão  de conhecimentos, porém, quando doutrinado é pseudo-educação que não respeita a liberdade do educando, impondo-lhe conhecimentos e valores .
Educação e ensino se completam.
Finalidade da educação:
A educação não deve ser separada da vida nem é  preparação  pra vida, mas é a vida mesma. Os fins se baseiam em valores provisórios que alteram conforme alcançamos objetivos e quando mudamos a realidade vivida.


Educação e política : é impossível separar a educação do poder .
Educação informal: não é organizada, é exercida a partir das vivências  e com base no bom senso. Estamos aprendendo em todos lugares, igreja, em casa, trabalho, amigos, associações.( lembrem-se das aulas de introdução à pedagogia).

Família: instituição social, sujeita a mudanças de acordo com as diferentes  relações estabelecidas entre os homens.

Infância e educação ( Kohan)

Infância em Platão:
1 como possibilidade
2 como inferioridade
3 como superfluidade
4 como material da política
O autor organiza o entendimento de Platão acerca da infância, o artigo de Kohan orienta a política como premissa representativa inerente ás relações ocorridas entre educação, filosofia e infância.
Política: ação conforme a ideologia de um grupo.
Política da educação: como vai conduzir a educação

Assistam vídeo: Educação segundo Platão ( you tube)


A invenção de Emílio (Boto)

Educação obrigatória teve origem na Prússia .
Refletir sobre o pensamento pedagógico de Rousseau, ele enfatiza a preocupação quanto ao estabelecimento do ser na criança. Rousseau é o primeiro a entender  a infância como parte do ser humano.
Emilio é uma obra que fala de afeto. O professor interfere o menos possível e na 1ª infância não se devia ensinar novos saberes mas sim preservar os que a criança tem e a escola prepara o aluno para o contato com o mundo.

REFERÊNCIAS
Anotações pessoais


Rousseau

O homem novo e a criança que experimenta, erra e tenta de novo
Filosofia e educação em Rousseau
Jorge Marques Pontes
Resumo:
O presente artigo trata da concepção filosófica de J.J. Rousseau extraída da obra Emílio ou Da educação e das experiências vividas no curso de graduação e no estágio supervisionado, concluindo com minha reflexão sobre a práxis das aulas de filosofia no ensino médio.
Palavras-chaves: Rousseau, filosofia, ensino, iluminismo.
O mais enigmático de todos os filósofos do Iluminismo do século 18, o filósofo político, educador e ensaísta, Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra em 28 de junho de 1712. Sua mãe morreu no parto. Não teve qualquer educação formal até os 16 anos, exceto sua própria leitura das Vidas de Plutarco e uma coleção de sermões calvinistas. Tornou-se o protegido de Madame Louise-Éléanore de la Tour duPil, baronesa de Warens.
[...] encontrou refugio em LesCharmettes, nas proximidades de Chambéry, junto de madame de Warens, que lhe foi mãe, amiga e amante. “Uma mulher toda ternura e doçura”, como ele a recorda, que lhe possibilitou estudar e se instruir, sem distrações, longe do tumulto da cidade. Escreve Rousseau: Uma casa isolada sobre o declive de um vale foi nos
refugio: lá, durante quatro ou cinco anos, desfrutei de um século de vida e felicidade pura e plena, que oculta com seu esplendor tudo aquilo que a minha situação presente tem de horrível (ANTISIERI).
Aos 30 anos colaborou com a enciclopédia de Diderot e D’Alembert no verbete Música e aos 38 anos conquistou o premio da academia de Dijon com seu Discurso sobre as ciências e as artes. No ano de 1762, Rousseau começou a ser perseguido na França, pois suas obras foram consideradas uma afronta aos costumes morais e religiosos. Refugiou-se na cidade suíça de Neuchâtel. Em 1765, foi morar na Inglaterra a convite do filósofo David Hume. De volta à França, Já velho e cansado, doente e deprimido, Rousseau aceitou o convite do marquês de Girardin, em cujo castelo transcorreu os últimos meses de sua vida em clima de relativa tranquilidade psicológica. Casou-se com ThérèseLevasseur, no ano de 1767. Faleceu aos 66 anos, atingido por insolação durante um passeio a tarde, morreu em 2 de julho de 1778, no castelo de Ermenonville, onde estava hospedado.
“Que se destine meu aluno a carreira militar, a eclesiástica ou advocacia, pouco me importa. Antes da vocação dos pais, a natureza o chama para a vida humana, viver é o ofício que lhe quero ensinar [...]” (J.J. Rousseau).
A obra Emílio ou Da educação, sobre a qual exerço minha reflexão, é um ensaio pedagógico que une política, educação e ética sob a forma de romance e nele Rousseau procura traçar as linhas gerais que deveriam ser seguidas com o objetivo de fazer da criança um adulto bom. Mais 
exatamente, trata dos princípios para evitar que a criança se torne má, já que o pressuposto básico do autor é a crença na bondade natural do homem. Outro pressuposto de seu pensamento consiste em atribuir à civilização a responsabilidade pela origem do mal. Conseqüentemente, os objetivos da educação, para Rousseau, comportam dois aspectos: o desenvolvimento das potencialidades naturais da criança e seu afastamento dos males sociais.
Nesta obra, Rousseau dividiu a existência em cinco fases: Lactância até dois anos; infância de dois a doze; adolescência de doze a quinze; mocidade de quinze a vinte e o início da vida adulta de vinte a vinte e cinco anos. Dos cincos livros de Emílio, os quatro primeiros tratam da educação do menino e último da educação da menina Sofia.
O jovem Emilio, filho de um homem rico, é educado por um preceptor no convívio com a natureza protegido dos constrangimentos sociais. Emilio é o representante da espécie humana em seu potencial de virtude, educado para viver bem consigo, com sua futura companheira Sofia e com os outros, em uma sociedade livre e democrática. A obra é inspiradora da escola nova e Pestalozzi. E se contrapunha, naquela época, a visão elitista da educação como privilégio, afirmando ser um direito de todos. Criticava a pedagogia jesuíta rígida, punitiva e mera transmissora hierárquica de conhecimentos memorizados, que tratava a criança como um adulto em miniatura.
Rousseau entendia a infância como uma forma particular de ser humano diferente da idade adulta. O aprendizado era
conduzido pelos interesses do próprio aprendiz, em uma educação de dificuldades progressivas, lúdicas e interativas que evoluíam naturalmente do sentido ao espírito.
Tudo é certo em saindo das mãos do autor das coisas, tudo degenera nas mãos do homem [...]
Se por um lado ele identificava as especificidades do ser infantil, por outro, projetava o homem do amanhã delimitando claramente a fronteira entre o homem da natureza e o homem civil. Este é o motivo dominante das obras de Rousseau, ou seja, os bens que a humanidade crê ter adquirido, os tesouros do saber, da arte, da vida requintada não contribuíam para a felicidade, para a virtude do homem, senão que o afastaram da sua origem e o extraviaram da sua natureza. Para ele a vida social se rege muito mais pelos vícios do que pelas virtudes e o egoísmo, a vaidade e a necessidade de domínio governam as relações entre os homens. Essa teoria do estado de natureza é que dá origem a uma de suas idéias mais difundidas: o homem nasce naturalmente bom, a sociedade é que o corrompe.
Rousseau herda essa concepção de estado natural de filósofos como Thomas Hobbes, mas faz uma leitura diferente, dando um novo significado:
[...] Rousseau descreve um quadro do estado de natureza completamente diferente daquele de Hobbes. Em vez da luta de todos contra, do medo constante de perder a vida e a posse dos homens, temos a independência dos homens entre si garantida pela natureza provedora e o desinteresse pelos 
bens alheios. (NASCIMENTO)
No seu livro, o discurso sobre a origem e os fundamentos das desigualdades entre os homens, ele apresenta o ser humano em seu estado de natureza, como um ser doce e meigo, distante da estupidez dos brutos e das funestas luzes da civilização. O homem neste estado e compelido, tanto pelo instinto como pela razão a defender-se do mal que o assola, porém é impedido pela piedade natural de fazer mal a outrem. É isto o que chamamos de bom selvagem.
Mas com a criação da propriedade privada finaliza-se o estado de pureza do homem, o estado natural. Pois esta desencadeia um processo de desigualdade que gera a violência e a corrupção moral da humanidade.
É nesse momento então que surge a necessidade de um contrato social e a criação de um estado civil como antídoto aos males provocados pela vida em sociedade. Contudo, um primeiro pacto proposto pelos mais ricos servirá apenas para legitimar a desigualdade. Com o subterfúgio de proteger os fracos da opressão, os já privilegiados pelo acúmulo da riqueza clama a todos que se unam em torno de leis que obriguem a todos a deveres recíprocos para conter os ambiciosos e garantir a cada um a posse daquilo que lhe pertence [...] (NASCIMENTO)
Como evitar isso? Como formar um homem que conserve suas virtudes, sua liberdade, sua autonomia e sua compaixão enfrentando as desigualdades criadas pelo próprio homem. E  
mais, a educação pode determinar a natureza do homem?
“Saindo de minhas mãos ele não será, concordo nem magistrado, nem soldado nem padre, será primeiramente um homem” (J.J. Rousseau).
Se for verdade que o homem nasce bom e a civilização torna o mundo e o homem artificial, corrompe o ambiente natural e altera o equilíbrio ecológico, então a reforma da educação pode se tornar um instrumento adequado para criar uma humanidade melhor. Segundo Rousseau, a pressão social manipula a mente do indivíduo desde o nascimento, diz ele:
“No estado em que já se encontram as coisas, um homem abandonado a sí mesmo, desde o nascimento, entre os demais, seria o mais desfigurado de todos. os preconceitos, a autoridade, a necessidade, o exemplo, todas as instituições sociais em que nos achamos submersos abafariam nele a natureza e nada poriam no lugar dela. Ela seria como um arbusto que o acaso fez nascer no meio do caminho e que os passantes logo farão morrer, nele batendo de todos os lados e dobrando-o em todos os sentidos” (ROUSSEAU)
O autor defende que o homem altera a natureza das coisas, forçando terrenos a nutrir produtos próprios de outros; arvores a dar frutos de outras; mistura e confunde os climas; os elementos; as estações; mutila os animais; ou seja, não quer nada da forma que foi feita pela natureza, nem mesmo o próprio homem. Para ele, a reforma da educação seria uma saída para este dilema, pois todas as cognições nascem da relação com o ambiente. Logo, é a educação que forma as 
mentes. Sendo assim, a natureza educa os sentidos, o ensino a mente e a experiência o comportamento.
“Nascemos fracos, precisamos de força; nascemos desprovidos de tudo, temos necessidade de assistência; nascemos estúpidos, precisamos de juízo, tudo que não temos ao nascer, de que precisamos adultos, nos é dado pela educação [...] Essa educação nos vem da natureza, ou dos homens ou das coisas. O desenvolvimento interno de nossas faculdades e de nossos órgãos é a educação da natureza; o uso que nos ensinam a fazer desse desenvolvimento é a educação dos homens; e o ganho de nossa própria experiência sobre os objetos que nos afetam é a educação das coisas. Cada um de nós é, portanto formado por três espécies de mestres” (ROUSSEAU).
Mas que tipo de educação é essa que o autor nos apresenta? Qual o papel do professor? A criança em Rousseau é compreendida como um ser constituído por uma única e invariável estrutura interna, por natureza — ou seja, por definição. Não há circunscrição histórica ou geográfica que possa alterar a perspectiva. A criança relatada por Rousseau é compreendida como um dado imanente, que pode ser compreendido de antemão como se fosse uma essência. Emílio é um menino educado segundo as leis da natureza, afastado dos seus coetâneos, em um tranquilo vilarejo no campo, em contato direto com o ambiente natural e sob os cuidados de um educador discreto. O mestre, com efeito, não deve ensinar ninguém de modo direto, mas limitar-se a facilitar o desenvolvimento espontâneo do aluno. Assim, estimulando a instintiva curiosidade em relação aos 
fenômenos naturais, o educador conseguirá transmitir pensamento cientifico sem destruir a natural bondade do jovem, que progredirá, inclusive sob o ponto de vista ético, simplesmente refletindo sobre suas próprias experiências.
A educação deve ser progressiva, de tal forma que cada estágio do processo pedagógico seja adaptado às necessidades individuais do desenvolvimento. A primeira etapa deve ser inteiramente dedicada ao aperfeiçoamento dos órgãos dos sentidos, pois as necessidades iniciais da criança são principalmente físicas. Incapaz de abstrações, o educando deve ser orientado no sentido do conhecimento do mundo através do contato com as próprias coisas.
“A educação primeira deve, portanto ser puramente negativa. Ela consiste, não em ensinar a virtude ou a verdade, mas em preservar o coração do vício e o espírito do erro” (ROUSSEAU).
Respeitando o estagio do nascimento aos doze anos de idade, é preciso enfatizar o exercício inteligente dos sentidos. Seguindo as sugestões do contemporâneo e amigo Condillac, Rousseau escreve: "As primeiras faculdades que se formam e se aperfeiçoam em nos são os sentidos, que, portanto, deveriam ser cultivados em primeiro lugar, mas que, ao contrario, são esquecidos ou inteiramente relegados. Exercitar os sentidos não quer dizer somente usa-los, mas aprender a julgar bem através deles, ou seja, por assim dizer, aprender a sentir, porque não sabemos tocar, nem ver, nem ouvir senão no modo pelo qual aprendemos". Dai a exigência de educar a criança a desenvolver livremente a necessidade 
de mover-se, de brincar e de tomar posse de seu próprio corpo.
A educação negativa é a ideia-guia da pedagogia de Rousseau, segundo a qual se aprende somente por si mesmo. O educador, portanto, não deve transmitir nenhum saber, mas: evitar que o aluno entre em contato com as perniciosas influências morais da sociedade humana; satisfazer sistematicamente a sua natural curiosidade em qualquer âmbito; predispor situações da vida adequadas a favorecer seu crescimento espontâneo.
Liberta da tirania das opiniões humanas, a criança, por si mesma, e sem nenhum esforço especial, identifica-se com as necessidades de sua vida imediata e torna-se auto-suficiente. Vivendo fora do tempo, anda precisando das coisas artificiais e não encontrando qualquer desproporção entre desejo e capacidade, vontade e poder, sua existência vê-se livre de toda ansiedade com relação ao futuro e não é atormentada pelas preocupações que fazem o homem adulto civilizado viver fora de si mesmo.
É necessário, contudo, prepará-la para o futuro. Isso porque ela tem uma enorme potencialidade, não aproveitada imediatamente. A tarefa do educador consiste em reter pura e intacta essa energia até o momento propício. Nesse sentido, é particularmente importante evitar a excitação precoce da imaginação, porque esta pode tornar-se uma fonte de infelicidade futura. Outros cuidados devem ser tomados com o mesmo objetivo e todos eles podem ser alcançados ensinando-se a lição da utilidade das coisas, ou seja, 
desenvolvendo-se as faculdades da criança apenas naquilo que possa depois ser-lhe útil.
A educação é o caminho para a sociedade renovada, com todo o seu rigor e a sua expansão social, bloqueando no berço toda forma de egoísmo, bem corno toda forma de ansiedade pelo futuro, que apaga a alegria do presente. A certeza de uma sociedade harmônica, dominada pela vontade geral, evita os falsos sentimentos provocados por uma sociedade competitiva, e nos convoca a desfrutar o presente e toda situação, livres dos temores e dos fantasmas do imaginário de um futuro competitivo e conflitivo.
Conclusão
A educação deve ser progressiva, de tal forma que cada estágio do processo pedagógico seja adaptado às necessidades individuais do desenvolvimento. A primeira etapa deve ser inteiramente dedicada ao aperfeiçoamento dos órgãos dos sentidos, pois as necessidades iniciais da criança são principalmente físicas. Incapaz de abstrações, o educando deve ser orientado no sentido do conhecimento do mundo através do contato com as próprias coisas.
Liberta da tirania das opiniões humanas, a criança, por si mesma, e sem nenhum esforço especial, identifica-se com as necessidades de sua vida imediata e torna-se auto-suficiente. Vivendo fora do tempo, anda precisando das coisas artificiais e não encontrando qualquer desproporção entre desejo e capacidade, vontade e poder, sua existência vê-se livre de toda ansiedade com relação ao futuro e não é 
atormentada pelas preocupações que fazem o homem adulto civilizado viver fora de si mesmo.
É necessário, contudo, prepará-la para o futuro. Isso porque ela tem uma enorme potencialidade, não aproveitada imediatamente. A tarefa do educador consiste em reter pura e intacta essa energia até o momento propício. Nesse sentido, é particularmente importante evitar a excitação precoce da imaginação, porque esta pode tornar-se uma fonte de infelicidade futura. Outros cuidados devem ser tomados com o mesmo objetivo e todos eles podem ser alcançados ensinando-se a lição da utilidade das coisas, ou seja, desenvolvendo-se as faculdades da criança apenas naquilo que possa depois ser-lhe útil.
Até aqui, o processo educativo preconizado por Rousseau é negativo, limitando-se àquilo que não deve ser feito. A educação positiva deve iniciar-se quando a criança adquire consciência de suas relações com os semelhantes. Passa-se, assim, do terreno da pedagogia propriamente dita aos domínios da teoria da sociedade e da organização política.
O ensino da filosofia e a filosofia de Rousseau preconizada na Obra Emílio ou Da Educação estão intimamente ligadas a este segundo momento de educação positiva, assim entendo. No meu estágio pude experimentar (cita experiência de seu estágio)
Referências bibliográficas
BOTO, Carlota. A invenção do Emílio como conjectura: 

Hannan


Garotas aqui vão alguns resumos para a prova de amanhã 
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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Resumo para prova sociologia

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Viviane Nascimento

BAUDELOT E ESTABLET:

A TEORIA DA ESCOLA DUALISTA SOCIOLOGIA CRÍTICA REPRODUTIVISTA

Roger Establet e Christian Baudelot se conheceram por volta de 1958 e 1963 e entraram para a Sociologia anos depois.Desenvolveram uma análise da instituição escolar no sistema capitalista , a partir da questões ideológicas fundamentais levantadas pelo pensamento marxista.Partindo dessa idéia de dualidade, Baudelot e Establet desenvolveram a tese de que a escola capitalista é uma escola dividida, que segrega os mais pobre e condiciona um resultado escolar sempre favorável aos herdeiros das elites econômicas. Eles fazem uma crítica a reprodução das relações educacionais capitalistas.
Segundo esses autores o professor está acima do aluno e se apresenta como um elemento de reprodução das desigualdades sociais.

Processo educativo na escola é desigual e reprodutor das igualdades sociais.
Na visão de Establet-Baudelot , a escola é para a burguesia, um prolongamento da vida cotidiana, pois a linguagem utilizada é a mesma adotada no dia a dia da classe empresarial. Os autores desmistificam o fato de que a criança pobre não vence na vida devido as suas próprias deficiências.
Divisões da Escola Dualista
Primária profissional – (PP)
Esta era voltada para os que costumam constituir as classes dominadas, como conteúdos temos a dominação de noções consideradas adquiridas através do ensino primário, além de revistas e repetidas sempre ligadas ao que é concreto.
Como conteúdos culturais, temos o recebimento da mesma cultura, de forma porém degradada, vulgarizada e empobrecida, o que poderá dar a ideologia de SS, o caráter dominante, fazendo assim com que as pessoas se submetessem a uma ideologia considerada dominante.
Secundária Superior (SS)
Esta era reservada para os filhos da classe dominante, sendo assim uma preparação voltada para o ensino superior o que preservaria a abstração.
  Como conteúdos culturais temos o consumo da cultura da própria classe dominante, preparando assim futuros agentes e intérpretes destas ideologias.
Vídeo sobre a Escola Dualista
http://youtu.be/4gwBydpnv1g

SNYDERS SOCIOLOGIA CRÍTICA TRANSFORMADORA

 Poucos anos depois da grande ascenso operário (precedido pelos estudantes) que na França ficou conhecido como o “maio de 68”, a teoria marxista se encontrava em situação bastante distinta em relação à de hoje: a ideologia burguesa não podia propagar o seu atual discurso triunfalista, que ilude a milhões ao colocar o marxismo revolucionário como um projeto historicamente derrotado, identificado à burocracia dos estados operários deformados e degenerados, nos quais o capitalismo foi restaurado. De fato, naquela época em um terço do mundo a burguesia havia sido expropriada e a luta de classes convulsionava os países capitalistas com grandes combates protagonizadas pela classe operária. É neste contexto que Snyders irá escrever seu livro, e o faz reivindicando o marxismo como a perspectiva revolucionária desde onde analisar qual deve ser o papel dos educadores progressistas na escola capitalista. Pauta sua obra, como algumas das mais ricas elaborações do marxismo, em polêmica direta com cinco outros autores progressistas que analisam a educação, e na introdução explicita seus motivos para isso: por mais que tais autores coloquem uma postura crítica em relação ao modelo da escola capitalista, “eles tendem a exercer sobre seus leitores uma influência muito mais homogênea do que nos permitiria supor o exame das suas obras. O que julgamos observar nos nossos estudantes – e há vários anos – é que uns e outros, por vias diferentes, lhes transmitem a sensação de uma escola onde nada de válido se passa, a cultura aí dispensada não conteria o mínimo valor real e, desde logo, a escola deixaria de ser um local onde o combate pela democracia socialista é possível e necessário.” Assim, seu objetivo central é combater o fatalismo e o derrotismo que sente na influência da obra dos autores que examina, e que leva seus alunos de pedagogia – os futuros professores desta escola – a acreditar que não podem cumprir nenhum papel importante como revolucionários dentro da escola, como se tudo o que pudessem fazer fosse esperar a revolução para pensar no papel dos educadores; o que na prática equivale a abandonar os filhos do proletariado que sentam nos bancos escolares à sua própria sorte, à mercê da ideologia burguesa que esta instituição lhes impinge. Sintetizando, Snyders procura colocar esta obra como uma peça teórica de uma “tarefa urgente: inserir a escola na luta de classes, compreender como participa a escola na luta de classes; porque é, em última instância, o desconhecimento do que é a luta de classes que, nos nossos cinco autores, nos parece arrastar, por processos evidentemente muito diversos, àquilo que ousamos considerar como os seus desvios”.
Este papel que Snyders reserva aos revolucionários dentro da escola capitalista é fundamental: precisamos compreender que, por mais que a escola seja uma estrutura planejada pela burguesia para agir de acordo com seus próprios interesses, ela apresenta contradições que nos permitem atuar em combate à ideologia burguesa em seu próprio seio e em aliança à juventude trabalhadora e aos filhos do proletariado que se encontram nas salas de aula. Nós, educadores marxistas, não podemos simplesmente opor à escola de hoje uma escola socialista em abstrato, reservada a um futuro distante, nos negando a travar o combate desde cada sala de aula e caindo na velha armadilha de contrapor o programa mínimo ao programa máximo; devemos pensar as brechas para nossa atuação e um programa transicional entre a escola capitalista e a escola de uma sociedade sob a ditadura do proletariado.
As teorias progressistas (termo empregado por Georges Snyders) entendem a educação não apenas como reprodutora da sociedade dividida em classes, como “aparelho ideológico do Estado”, mas também como espaço possível de transformação dentro do contexto social mais amplo. As forças progressistas agem segundo os interesses da classe trabalhadora e essas forças presentes na escola servem para mostrar que ela é um espaço institucional disputado tanto pela classe dominante como trabalhadora , sendo que a primeira deseja qualificar Mao de obra e torná-la submissa e a segunda deseja ter um conhecimento útil que possa ajudar a melhorar de vida.
Segundo Snyders , o aluno é visto como transformador da sociedade e o professor atua procurando desenvolver no aluno um pensamento crítico.
A educação é um mecanismo de transformação a função da escola nesse contexto é fazer com que o educando compreenda a realidade social e atue sobre ela num sentido transformador.

Referencias:

http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/index.aspx?id_projeto=27&ID_OBJETO=35581&tipo=ob&cp=003366&cb=&n1=&n2=Biblioteca%20Virtual&n3=Dicion%E1rio%20da%20Educa%E7%E3o&n4=&b=s
http://www.sempretops.com/estudo/a-teoria-da-escola-dualista/
http://revistaiskra.wordpress.com/2010/10/15/algumas-consideracoes-a-luz-do-livro-escola-classe-e-luta-de-classes-de-george-snyders/

VISÃO DE GRAMSCI, MANHEIN E BORDEAU SOBRE A EDUCAÇÃO

GRAMSCI: embasado na teoria marxista diz que a educação está ligada a luta de classes que existe nas sociedades contemporâneas, ele diz que a escola deveria ser unitária para acabar com as diferenças sociais.

MANHEIN: voltada parta intervenção na sociedade, ele tem uma proposta do modelo educacional que incorpore diferentes pedagogias ele acredita que a educação é um meuio de transformação social.

BORDEAU: seu objetivo é mostrar o peso do sistema sobre as práticas educacionais, ele faz um estudo da ação pedagógica na busca do desenvolvimento dos mecanismos ocultos da imposição da dominação simbólica,pois o trabalho pedagógico tende a reproduzir as mesmas condições sociais de dominação de determinados grupos sobre outros .

TENDÊNCIA PEDAGÓGICA PROGRESSISTA LIBERTADORA.;

A pedagogia libertadora não está preocupada com a cultura individual do aluno, nem em modelar o seu comportamento para viver na sociedade capitalista, a proposta é a partir dos problemas enfrentados pelo aluno no seu cotidiano, ele possa compreender criticamente sua classe social de origem de modo ater uma prática transformadora da realidade.

PEDAGOGIA CRÍTICO SOCIAL DOS CONTEÚDOS
É uma tendência marxista que nasce das proposições desenvolvidas por Snyders.