segunda-feira, 30 de março de 2015


CURRICULOS E PROGRAMAS


Boa tarde, algumas questões importantes da matéria CURRÍCULOS E PROGRAMAS para facilitar nossos estudos.


IDEOLOGIA: sistemas de ideias, de símbolos, de critérios, atitudes que tem uma coerência entre si de tal modo que se distingue ou se opõe a outro sistema de ideias. A ideologia serve para selecionar, controlar a informação.

CURRÍCULO: percurso, caminho; o currículo não é somente a grade curricular, ele engloba propostas (PPP, valores, carga horária, disciplinas...), também engloba o que você quer ensinar, que tipo de cidadão quer formar. Tem a ver com poder. É uma escolha de poder, inclui a filososfia da escola; não existe o melhor currículo e sim que funcione bem, isso é o que importa. A escolha do currículo não é aleatória, ela tem segundas intenções de favorecer A, B ou C.

Ensinar: 
o quê?
para que?
para quem?

TEORIAS DO CURRÍCULO
  • Teorias tradicionais: o currículo se aproxima do tecnicismo, ela tem como objetivo principal preparar para aquisição de habilidades intelectuais através de práticas de memorização. Esse tipo de currículo teve origem nos Estados Unidos e tem como base a tendência conservadora, baseada nos princípios de Taylor, esse que igualava o sistema educacional ao modelo organizacional e administrativo das empresas.
  • palavras chave:  currículo neutro, aluno moldado, eficiente, educação bancária, avaliação vista como instrumento para medir o quanto o aluno aprendeu. Como vou/quero ensinar?
  • Teorias críticas: argumenta que não existe uma teoria neutra, já que toda teoria está baseada nas relações de poder. Isso está implícito nas disciplinas e conteúdos que reproduzem a desigualdade social que fazem com que muitos alunos saem da escola antes mesmo de aprender as habilidades das classes dominantes. Percebe o currículo como um campo que prega a liberdade e um espaço cultural e social de lutas.
  • palavras chave: ideologia, currículo oculto, transformação e mudança, aluno questionador. O que e para quem ensinar?

  • Teorias pós-críticas: nessa perspectiva o currículo é tido como algo que produz uma relação de gêneros, pois predomina a cultura patriarcal. Essa teoria critica a desvalorização do desenvolvimento cultural e histórico de alguns grupos étnicos e os conceitos da modernidade, como razão e ciência. Outra perspectiva desse currículo é a fundamentação no pós-estruturalismo que acredita que o conhecimento é algo incerto e indeterminado. Questiona também o conceito de verdade, já que leva em consideração o processo pelo qual algo se tornou verdade.
  • palavras chave: multiculturalismo, quem? como? o que vou ensinar?
A escola deve procurar discutir qual currículo ela quer adotar para se chegar ao objetivo desejado. Essa escolha deve ser pensada a partir da concepção do seu Projeto Politico Pedagógico, esse que deve fundamentar a prática teórica da instituição e as inquietudes dos alunos.

CNE/06: conselho nacional de educação

Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Pedagogia, licenciatura. Define princípios, condições de ensino e aprendizagem, procedimentos a serem observados em seu planejamento e avaliação.

SUGESTÃO DE VÍDEO: Salto para o futuro- curriculo escolar.


fonte: http://www.infoescola.com/educacao/teorias-do-curriculo/
           Anotações pessoais.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Olá garotas, fim de férias... Vamos trabalhar...

Trabalho professora Cristina



ORIENTAÇÃO PARA O TRABALHO:



- Leiam a resolução na sua totalidade (15 artigos);

- Concentrem-se nos parágrafos: 5,6,7 e 8....;

- Leiam o PPC da Sumare e utilizando as diretrizes, especialmente os parágrafos destacados, estabeleçam uma comparação entre ambos. Procurem localizar no PPC como a resolução é ' transformada' na prática. Apontem as conclusões as quais o grupo conseguiu chegar.

- Em uma 2a. parte do trabalho: deêm sugestões de mudanças que vocês fariam e justifiquem a resposta.

- Na aula do dia 24 os diferentes grupos apresentarão oralmente as principais conclusões e sugestões as quais chegaram....(se quiserem poderão utilizar power point...ou quaisquer outros programas que desejarem.

Link abaixo:

http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rcp01_06.pdf





Curso:
 Pedagogia
Semestre letivo/ Módulo
4º semestre letivo
Componente Curricular:
Currículos e Programas
Professor(es):
Cristina C, Otero
Carga Horária:
50 horas (colocar as horas relógio)
Período:
1º Semestre / 2015

Ementa
Estudo do currículo no contexto histórico e social no qual se organiza, privilegiando os fundamentos teóricos, epistemológicos e culturais, considerando-os como componentes da cultura, como instituição do saber que reproduz e recria significados e poderes.
Apresentação e discussão das questões contemporâneas de currículo relacionando-as às políticas públicas e considerando a educação como prática social inserida num contexto sócio político cultural determinado.
Objetivo
Compreender os fundamentos do currículo em seus aspectos históricos, filosóficos, sociolágicos, psicológicos, culturais, ampliando a visão de currículo como construto social e artefato escolar.
Apresentar e discutir as teorias e paradigmas de currículo.
Compreender as relações entre currículo, sociedade e poder.
Problematizar o currículo, apresentando-o como possível fator escolar alienante da vida social e política, assim como possibilitador de construção do sujeito histórico.
Discutir a atualidade das questões curriculares e a necessidade de ampliar estudos e pesquisas na área.
Conteúdos
·         Concepções de escola.
·         Currículo: sentido restrito e em sentido amplo. 
·         O que se entende por currículo: função; características; componentes.
·         Diferentes abordagens curriculares: da pedagogia tradicional as teorias pós - criticas.
·         Formação do currículo a partir dos exames externos.
·         A escola como instrumento de reprodução social.
·         Os Três Discursos da Escola: de mérito, de vocação e de convencimento da exclusão.
·         Constituição Federal e LDB: o que nos dizem sobre educação e currículo.

·         Leitura crítica dos fundamentos e da proposta dos PCN.
Bibliografia Básica
GOODSON, Ivor. Currículo: Teoria e História. Petrópolis: Vozes, 1995.
LIBÂNEO, José Carlos. Diretrizes curriculares de pedagogia: imprecisões teóricas e concepção estreita da formação profissional de educadores. Educação e Sociedade, 2006 – Scielo, Brasil, em http://www.scielo.br/pdf/es/v27n96/a11v2796.pdf
MOREIRA, Antonio Flávio B. Currículo na contemporaneidade incertezas e desafios. São Paulo: Cortez, 2012.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade: uma introdução às teorias do currículo. Minas Gerais: Autêntica Editora LTDA, 2004. 156p.
Bibliografia Complementar
FERNANDES, C. E FREITAS, L.C. Indagações sobre currículo: currículo e avaliação. Brasília; Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2008. Disponível em: portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/indag3.pdf
GONÇALVES, Nadia G.; GONÇALVES, Sandro A.. PIERRE BOURDIEU: EDUCAÇÃO PARA ALÉM DA REPRODUÇÃO. 2. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2011.
MOREIRA, Antoio Flavio CURRÍCULO, CULTURA E SOCIEDADE. 3. ed. São Paulo: Cortez, 1999.
FORQUIN, Jean-Claude. Escola e cultura: as bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar: porto Alegre. Artes Médicas, 1993
FRANCO M.A.S., LIBÂNEO J.C.,PIMENTA S.G. Elementos para a formulação de diretrizes curriculares para cursos de pedagogia- Cadernos de Pesquisa, 2007 - SciELO Brasil. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/%0D/cp/v37n130/05.pdf
PACHECO J.A.Políticas curriculares descentralizadas: autonomia ou recentralização- Educação & Sociedade, 2000 - SciELO Brasil. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/%0D/es/v21n73/4211.pdf
Critérios de Avaliação
1º bimestre:
Prova Qualis – até 2,0
Avaliação escrita individual – até 6,0
Atividades e trabalhos (individual ou em grupos)  – até 2,0

2º bimestre:
Avaliação – até 6,0
Atividades e trabalhos (individual ou em grupos)  – até 4,0


terça-feira, 30 de setembro de 2014





DESENVOLVIMENTO HUMANO Prof. Msc. Luiz Guilherme Psicologia Empresarial Processos Biológicos
Provérbio Popular Pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto!
Hereditariedade e comportamento Em 1860, Francis Galton – investigou a influência da genética em gênios, pesquisou famílias de homens célebres nas ciências Concluiu que a hereditariedade é a responsável pela inteligência.
Galton depois estudou o temperamento ( a sociabilidade e emotividade).
Pesquisou a diferença entre gêmeos dizigóticos e monozigoticos..
 O fato de o comportamento temperamental de gêmeos idênticos variar muito indica que além da genética a experiência também é responsável por essas diferenças.
 Estudo com animais – cruzamento consangüíneos, na seleção de raças de cães.
Estudo com doenças genéticas –

O MEIO E O COMPORTAMENTO
 O psicólogo Donald Hebb enumerou 5 influências do meio no ser humano.
1 – O meio químico pré-natal – As influências químicas que agem antes do nascimento, tais como drogas, nutrição e hormônios.
2 – O meio químico pós-natal – As influências químicas que agem após o nascimento, tais como o oxigênio e a nutrição.
3 – As experiências sensoriais constantes – Os eventos processados pelos sentidos tanto antes como depois do nascimento, são em geral inevitáveis para todos os membros de uma mesma espécie.
4 – Experiências sensoriais variáveis – Eventos processados pelos sentidos e que diferem de um animal para o outro da mesma espécie, dependendo das circunstâncias particulares de cada indivíduo.
5 – Eventos físicos traumáticos – Experiências que resultam na destruição de células de um organismo, antes ou depois do nascimento.
DESENVOLVIMENTO
 A psicologia do desenvolvimento estuda o desenvolvimento do ser humano em todos os seus aspectos:
 Aspecto Físico-motor – refere-se ao crescimento orgânico, à maturação neurofisiológica, à capacidade de manipulação de objetos e de exercício do próprio corpo.
 Ex.: A criança leva a chupeta à boca ou consegue tomar a mamadeira sozinha, por volta dos 7 meses, porque já coordena os movimentos da mão.
Aspectos Afetivo-emocional – é o modo particular de o indivíduo integrar as suas experiências. É o sentir.
A sexualidade faz parte desse aspecto.
Aspecto Intelectual – é a capacidade de organizar o pensamento e o raciocínio.
Aspecto Social – é a maneira como o indivíduo reage diante das situações que envolvem outras pessoas. Estes aspectos estão interligados.
O MEIO INTRAUTERINO E O DESENVOLVIMENTO.
 1 entre 360 milhões de espermatozoides se unem a célula da mãe formando o zigoto.. Em 8 semanas (2 meses), o zigoto torna-se feto. Este já vira-se, dá pontapés, cambalhotas, pisca, sorri, soluça, cerra os punhos, chupa o polegar e responde a tons e vibrações.
 No útero o feto recebe estimulação sensorial constante do borbulhante líquido amniótico que o cerca.
Os movimentos diários da mãe fornecem as experiências sensoriais variáveis.
Influências químicas pré- natais, potencialmente destrutivas, podem funcionar como acontecimentos traumáticos. São eles:
 A saúde da mãe – doenças maternas crônicas, como a diabete, a tuberculose, a sífilis, gonorreia e as afecções urinárias.
 A dieta da mãe – a nutrição inadequada é a maior ameaça isolada ao desenvolvimento ótimo da criança in útero.
 O uso de produtos químicos pela mãe – drogas ilegais e o uso de remédios, podem alterar o meio intrauterino e influenciar o feto indiretamente.
O estado emocional da mãe – mulheres grávidas respondem às emoções, tais como cólera ou ansiedade, com uma secreção maciça de hormônios da suprarrenal. Essa secreção pode penetrar na corrente sanguínea do feto.
A MATURAÇÃO O termo maturação refere-se ao surgimento de padrões de comportamento que dependem em grande parte do crescimento do corpo e do sistema nervoso. Em grande parte, a maturação depende de fatores genéticos, o treinamento especial pode desacelerar ou acelerar a maturação, por exemplo, mas não altera a sua ordem sequencial. No mundo inteiro o comportamento da criança se desenvolve praticamente na mesma ordem. Quase todos os bebês normais, independentemente das circunstâncias, viram-se antes de sentar-se com apoio, um pouco mais tarde sentam-se sozinhas. Mais tarde ainda ficam de pé, segurando-se em alguma coisa. Muitos poucos bebês sentam-se antes de aprender a rolar ou ficam de pé antes de sentar-se.
As capacidades social, de linguagem, percepção e intelectual, também tendem a aparecer em ordem previsível. O impacto das privações sensoriomotoras – impossibilidade de pegar algo, não ser estimulada visualmente, não estabelecer contatos sociais. Tudo isso dificulta o desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor.
O psicólogo e biólogo Jean Piaget (1896-1980) demonstrou que existe formas de perceber, compreender e se comportar diante do mundo, próprias de cada faixa etária, isto é, existe uma assimilação progressiva do meio ambiente, que implica uma acomodação das estruturas mentais a este novo dado do mundo exterior Piaget considerava os seguintes fatores: Hereditariedade - Maturação Neurofisiológica Crescimento Orgânico - Meio Este autor divide os períodos do desenvolvimento humano de acordo com o aparecimento de novas qualidades do pensamento, o que por sua vez, interfere no desenvolvimento global.
Período Sensório-Motor ( 0 a 2 anos No recém-nascido, a vida mental reduz-se ao exercício dos aparelhos reflexos, de fundo hereditário, como a sucção. Por volta dos cinco meses, a criança consegue coordenar os movimentos das mãos e olhos e pegar objetos, aumentando sua capacidade de adquirir hábitos novos. No final deste período, a criança é capaz de usar um instrumento como meio para atingir um objeto. Ao longo desse período, irá ocorrer na criança uma diferenciação progressiva entre o seu eu e o mundo exterior. Isso permiti que a criança, por volta de 1 ano, admita que um objeto continue a existir mesmo quando este não se encontra presente no seu campo visual. Esta diferenciação também ocorre no aspecto afetivo, pois o bebê passa das emoções primárias (os primeiros medos) para uma escolha afetiva dos objetos, quando já manifesta preferências. Por volta de 2 anos, a criança evolui de uma atitude passiva em relação ao ambiente e pessoas de seu mundo para uma atitude ativa e participativa. Sua integração no ambiente dá-se, também, pela imitação de regras. E a própria fala é imitativa.
Período Pré-operatório ( 2 a 7 anos) O que de mais importante acontece é o aparecimento da linguagem, que irá acarretar modificações nos aspectos intelectual, afetivo e social da criança. No início do período, ele exclui toda a objetividade, a criança transforma o real em função dos seus desejos e fantasias; posteriormente, utiliza-o como referencial para explicar o mundo real, a sua própria atividade, seu eu e suas leis morais; e no final do período, passa a procurar a razão causal e finalista de tudo (é a fase dos porquês). É um pensamento mais adaptado ao outro e ao real.
No aspecto afetivo, surgem os sentimentos interindividuais, sendo um dos mais relevantes, o respeito que a criança nutre pelos indivíduos que julga superiores a ela. Mais tarde, adquire uma noção mais elaborada da regra, concebendo-a como necessária para organizar o brinquedo. Surge também uma escala de valores próprios da criança. Ela passa a avaliar suas próprias ações a partir dessa escala. É importante considerar, que a maturação neurofisiológica completa-se, permitindo o desenvolvimento de novas habilidades, como a coordenação motora fina.
Período das Operações Concretas ( 7 a 11 ou 12 anos) O aparecimento de uma nova capacidade mental : as operações, isto é, ela consegue realizar uma ação física ou mental dirigida para um fim(objeto) e revertê-la para o seu início. O desenvolvimento mental, caracterizado pelo egocentrismo intelectual e social, é superado neste período pelo início da construção lógica, isto é, a capacidade da criança de estabelecer relações que permitam a coordenação de pontos de vista diferentes. No plano afetivo, isto significa que ela será capaz de cooperar com os outros, de trabalhar em grupo e, ao mesmo tempo, de ter autonomia pessoal. No aspecto afetivo, ocorre o aparecimento da vontade como qualidade superior e que atua quando há conflitos de tendências ou intenções. A criança adquiri uma autonomia crescente em relação ao adulto, passando a organizar seus próprios valores morais. O sentimento de pertencer ao grupo de colegas torna-se cada vez mais forte. Este fortalecimento do grupo implica em não considera mais as opiniões dos adultos passando a enfrentá-los.
Período das Operações Formais ( 11 ou 12 anos em diante) Neste período, ocorre a passagem do pensamento concreto para o pensamento abstrato. O adolescente domina, progressivamente, a capacidade de abstrair e generalizar, cria teorias sobre o mundo, principalmente sobre os aspectos que gostaria de reformular. No aspecto afetivo, o adolescente vive conflitos. Deseja libertar-se do adulto, mas ainda depende dele. Deseja se aceito pelos amigos e pelos adultos. O grupo de amigos é um importante referencial para o jovem, determinando o vocabulário, as vestimentas e outros aspectos de seu comportamento. Há uma modificação orgânica, que o deixa feliz e ao mesmo tempo confuso, por não saber como devera lidar com essas novas necessidades e transformações. Os interesses do adolescente são diversos e mutáveis, sendo que a estabilidade chega com a proximidade da idade adulta.